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| Foto: Reprodução |
Messier 74, também conhecida como NGC 628, é uma galáxia em espiral perfeitamente simétrica a 32 milhões de anos-luz de distância da Terra.
O telescópio espacial internacional James Webb capturou novas fotos de uma galáxia curiosa, a Messier 74, também conhecida como NGC 628 ou "galáxia fantasma". As imagens foram divulgadas pela ESA, a agência espacial europeia, na manhã desta segunda-feira (29).
Em julho, como mostrou o g1, os mistérios da galáxia em espiral já haviam sido divulgados por um astrônomo espanhol, mas desta vez, o enorme sistema estelar foi visto pelo Webb com uma riqueza ainda maior de detalhes (veja a foto acima).
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O telescópio espacial internacional James Webb capturou novas fotos de uma galáxia curiosa, a Messier 74, também conhecida como NGC 628 ou "galáxia fantasma". As imagens foram divulgadas pela ESA, a agência espacial europeia, na manhã desta segunda-feira (29).
Em julho, como mostrou o g1, os mistérios da galáxia em espiral já haviam sido divulgados por um astrônomo espanhol, mas desta vez, o enorme sistema estelar foi visto pelo Webb com uma riqueza ainda maior de detalhes (veja a foto acima).
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Segundo a ESA, juntamente por causa dessas suas características peculiares, como seus braços espirais bem definidos, a galáxia é um alvo favorito para os astrônomos que estudam a origem e a estrutura dessas espirais galácticas.
"A visão nítida do Webb revelou delicados filamentos de gás e poeira nos grandiosos braços espirais da M74, que se estendem para fora do centro da imagem", afirmou a agência.
A agência explica ainda que, ao combinar dados de telescópios, os cientistas podem obter mais informações e detalhes sobre objetos astronômicos, aumentando o poder de observação de até mesmo um supertelescópio como o Webb.
Como a M74 é perfeitamente simétrica, estrelas, gases e toda a poeira que a formam estão alinhados em braços espirais que se espalham para fora desse sistema.
Gabriel Brammer, astrônomo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca que fez o flagra inicial da galáxia fantasma explicou ao g1 que se pudéssemos observar a nossa própria Via Láctea "de uma espaçonave a milhares de anos-luz da Terra", teríamos uma visão semelhante.
Cores são falsas, mas revelam estruturas nunca vistas
Como também explicou ao g1 o astrofísico brasileiro Rogemar Riffel, que não teve relação com esses trabalhos, todas as imagens astronômicas são de "cor falsa": uma vez que não conseguimos atribuir diretamente um cor para esse tipo de imagem, determinadas colorações são escolhidas para realçar as estruturas de uma foto astronômica.
"E isso aconteceu inclusive nas imagens anteriores do James Webb, ou até mesmo do Hubble. Não é algo que a gente observaria a olho nu. São utilizados filtros que mostram, por exemplo, a emissão de gases, de poeira. Aí depois se cria imagens coloridas, em RGB, por exemplo. Mas a cor é sempre falsa. Lamento decepcionar", conta Riffel, aos risos.
E são justamente esses gases e nuvens de poeiras que aparecem em roxo na imagem abaixo que dão uma característica singular a essa galáxia tão distante de nós.
Mas como toda essa poeira é um problema para telescópios que observam a luz visível [como na imagem do Hubble], a novidade que essas imagens do Webb trazem é que agora conseguimos observar regiões mais empoeiradas e todas as estruturas escondidas dentro dessa nuvem cósmica.
"Por isso a imagem é tão diferente da anterior feita com o Hubble. Como o Hubble opera com luz visível, o que mais aparece são as estrelas. E a poeira são as faixas mais escuras nos braços da galáxia, porque a poeira absorve a luz visível", explica Marina Bianchin, doutoranda em Física pela Universidade Federal de Santa Maria.
Fonte: G1

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