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| Foto: Reprodução |
“Nosso
sonho é que os jovens cearenses ingressem na universidade pública ou
empreendam. Não queremos conquistar o mundo apenas com o trabalho braçal,
queremos conquistar o mundo naquilo que somos bons, a educação”. A declaração
foi dada pelo governador Elmano de Freitas, na manhã desta segunda-feira (28),
no Centro de Eventos do Ceará, ao assinar adesão a três programas do Ministério
da Educação. Na oportunidade, o governador autorizou a construção de 22 escolas
de Ensino Médio em Tempo Integral no Ceará.
Também
estiveram presentes na solenidade, o ministro da Educação, Camilo Santana; a
vice-governadora Jade Romero; a secretária da Educação do Ceará, Eliana
Estrela; o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão; além
de outras autoridades e representantes da comunidade escolar.
A
construção de 22 escolas beneficiará estudantes de 15 municípios cearenses. O
investimento previsto é de R$ 226.164.794,82, com recursos oriundos Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do
Magistério (Fundef).
“Nós
precisamos construir mais de 80 escolas. Essas são as primeiras 22, para que a
gente possa garantir todas as nossas escolas em Tempo Integral. No Ceará, já
temos 70% das escolas nessa modalidade, e estabelecemos um compromisso de ter,
até 2026, 100% das nossas escolas em Tempo Integral”, afirmou Elmano de
Freitas.
Essa valorização da educação
pública fortalece a missão de educadores como Lucas Cariri, que é diretor da
Escola Indígena Cariri Tabajara, situada na Aldeia Maratoan, em Crateús, e uma
das unidades contempladas. “Estamos muito felizes, principalmente eu, as
lideranças, porque são sonhos construídos há dez anos nessa escola. Educação
indígena é uma construção coletiva. Levamos a nossa terra, a preservação do
meio ambiente e também a preservação da cultura indígena no Ceará”.
O
estudante Elias da Silva, de 19 anos, cursa a 3ª série na Escola de Ensino
Médio em Tempo Integral (EEMTI) Liceu do Vila Velha, em Fortaleza. Para ele, é
fundamental ter uma escola adequada. “Na escola em tempo integral é diferente o
aprendizado que temos e o apoio que recebemos dos professores. Eles botam fé na
gente. Nas eletivas também podemos colocar o conhecimento em prática, com
vivência nos laboratórios. Por isso, é importante ter uma boa escola com
equipamentos”, registrou Elias, que está se preparando para ingressar no Ensino
Superior e cursar Letras ou Artes Visuais.
O
Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica, o Compromisso
Nacional Criança Alfabetizada e o Programa Escola em Tempo Integral fazem parte
do pacote de reconstrução da educação brasileira, conduzido pela atual gestão
do MEC, e agora atrelados ao Novo PAC. O ministro da Educação explicou a
estratégia de atuar nessas três frentes.
“São
três programas importantes que lançamos no Ministério da Educação, que sofreu
um desmonte do ponto de vista de equipe, informação, programa e orçamento.
Estamos fazendo uma reconstrução. Abrimos a porta do MEC para parcerias e
diálogo. Encontramos mais de 3.600 obras paralisadas. A primeira coisa que
fizemos foi pagar as obras que estavam em andamento. O que está em jogo é a
qualidade da educação lá na ponta”, destacou Camilo Santana.
Segundo
o MEC, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) identificou 248
obras inacabadas e paralisadas em 104 municípios do Ceará. A conclusão desse
conjunto de construções em sua totalidade pode somar ao estado 65 unidades de
educação infantil, entre creches e pré-escolas, nove obras de reformas, 54
escolas de ensino fundamental, duas de ensino profissionalizante e 118 novas
quadras esportivas ou coberturas de quadras. O investimento estimado é de R$
238 milhões.
Compromisso
Nacional Criança Alfabetizada
Todos
os 184 municípios cearenses aderiram ao Compromisso Nacional Criança
Alfabetizada, lançado pelo MEC. A nova política, que se inspira na experiência
exitosa do Ceará, tem o objetivo de subsidiar ações concretas dos entes
federativos para a promoção da alfabetização de todas as crianças do País. O
programa está fundamentado nos seguintes eixos: Gestão; Formação; Materiais
Didáticos e Pedagógicos; Infraestrutura; Avaliação e Monitoramento.
Para
a destinação do apoio, alguns critérios serão observados, como a proporção de
crianças não alfabetizadas; as características socioeconômicas, étnico-raciais
e de gênero; e a presença de crianças que compõem o público-alvo da educação
especial inclusiva. A adesão de cada ente federado implica a responsabilidade
de promover a melhoria da qualidade do processo e dos resultados de
alfabetização, com atenção à redução das desigualdades de aprendizagem entre
estudantes em sua esfera de competência.
Sobre
o Programa Escola em Tempo Integral, o ministro falou do investimento para
ampliar as matrículas em todo País. “Para a gente atingir a meta atual do Plano
Nacional da Educação, que estabelece pelo menos 25% das matrículas do ensino
básico em tempo integral, temos que ampliar em mais de 3,2 milhões de
matrículas na educação básica. O MEC vai investir R$ 4 bilhões para cada um
milhão de novas matrículas em todos os municípios brasileiros, apoiando
tecnicamente. Estamos falando em quase R$ 15 bilhões até 2026. Quase 98% dos
municípios cearenses já aderiram”, ressaltou Camilo Santana.
Ainda
segundo o ministro, será lançada uma bolsa permanência para os alunos do Ensino
Médio, com foco na redução da evasão nessa fase escolar. Um programa nacional
de conectividade nas escolas também está no planejamento da pasta.
A
rede pública estadual de ensino passou a contar, em 2023, com mais 80 Escolas
de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI), elevando para 472 o número de
unidades com a jornada ampliada no Ceará. Na rede estadual cearense, são 341
Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral e 131 Escolas Estaduais de Educação
Profissional EEEP), contemplando mais de 140 mil estudantes em 165 municípios.
A partir desta ampliação, sete em cada dez unidades passam a ofertar o ensino
em tempo integral no Ceará. Ou seja, mais de 70% da rede estadual possui esta
modalidade.
A
secretária Eliana Estrela defendeu que o pioneirismo cearense também é
resultado do trabalho de todos os profissionais que integram a rede coordenada
pela Seduc. “Os professores fazem a educação cearense brilhar, com um trabalho
que é feito com dedicação no dia-a-dia nas escolas. A educação é feita de
pessoas que acreditam. Esses compromissos também são do nosso time, que sempre
está de mãos juntas”, disse.
O
Governo do Ceará seguirá com medidas destinadas à ampliação das políticas de
aperfeiçoamento e valorização da educação, com ações em diversas frentes,
incluindo a melhoria da infraestrutura do parque escolar, a oferta contínua de
conectividade para os alunos e a qualificação de professores, entre outras
iniciativas.
Fonte: Governo do Estado

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