Agora, segundo a Polícia Federal, Amair
Feijoli ocupou terras públicas dentro de unidades de conservações estaduais nos
dois estados.
A Polícia Federal prendeu
nesta terça-feira (29) um homem condenado no caso do assassinato da missionária
americana Dorothy Stang, há quase 20 anos. Desta vez, ele é suspeito de crimes ambientais nos
estados do Acre e do Amazonas.
Ao
todo, os agentes cumpriram quatro mandados de prisão preventiva, 25 de busca e
apreensão e seis de proibição de acesso a uma unidade de conservação do Acre, a
Floresta do Antimary. Um dos
alvos da operação é Amair Feijoli. Ele estava em casa, em Rio Branco, quando
foi preso. Feijoli já foi condenado há 18 anos de
prisão por um crime de grande repercussão: o assassinato da missionária norte-americana
Dorothy Stang, em Anapu, no Pará, em 2005.
De acordo com a
condenação, foi ele quem contratou os pistoleiros a mando de fazendeiros. A
missionária denunciava a grilagem de terras no Pará. Feijoli se beneficiou de
redução de pena por ter feito delação premiada.
Agora, segundo a Polícia Federal, ele ocupou terras públicas dentro de
unidades de conservações estaduais no Acre e no Amazonas. O
advogado de Amair Feijole disse que o cliente tem documentos que comprovam a
compra lícita das áreas nos dois estados.
"Ele não
cometeu crime nenhum, muito menos para que seja decretada a prisão preventiva
dele. Uma área privada e que o estado do Acre fez nessa área privada uma
floresta estadual”, diz o advogado Ayres Neylor Dutra.
A polícia também
tem um mandado de prisão contra o filho de Feijoli. Patrick da Cunha é
considerado foragido. Contra Patrick, também há um mandado de prisão por
tentativa de homicídio.
"O objeto de
interesse da Justiça Federal do Acre é a Floresta Antimary, no Canaã, onde ouve
desmatamento, possíveis lavagem de capitais. E, quanto a Justiça do Amazonia,
ela espediu mandados de prisões, sequestros de bens mandatos de busca e apreensão
e o objeto de interesse é a Fazenda Pista do Meio, Fazenda Xingu, que são áreas
que foram tomadas por esse grupo e desmatadas em 2022", afirma Bernard
Castilho Zenaide, Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais.
As investigações começaram após denúncias de moradores extrativistas que relataram intenso desmatamento na Floresta do Antimary, no Acre. De acordo com a Polícia Federal, o esquema era financiado por pecuaristas e tinha apoio de um técnico de georreferenciamento da região que esquentava a documentação para grilagem.
“A partir desse
desmatamento, eles criavam o gado em local proibido em área desmatada e lavavam
o dinheiro com a venda dos animais", afirma Ricardo Ferro as Costa Sousa,
delegado da Polícia Federal.
Fonte: O Globo
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