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| Foto: Reprodução |
Homem
de 31 anos foi indiciado pelos crimes de omissão de cautela e lesão corporal
dolosa.
Um
homem de 31 anos, tutor do cachorro da raça pitbull que atacou
um garoto de 12 anos em Quixeramobim, no
interior do Ceará, foi indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de omissão
de cautela e lesão corporal dolosa.
O caso ocorreu no dia 13 agosto, no Bairro Salviano Carlos, no momento que Pedro Lucas brincava na rua com outras crianças. Por conta do ataque, o garoto teve ferimentos profundos na perna direita e levou sete pontos.
A
Polícia Civil informou que após a análise técnico-jurídica do caso, chegou-se à
conclusão que faltou ao suspeito "constância na preocupação do resultado
criminoso e no convívio social", que deve ser de responsabilidade do
tutor, no sentido de evitar a lesão ou periclitação do interesse de seus pares,
ou seja, expor a vida de alguém ao perigo.
"Diante do levantamento
de todo o caso, os policiais civis da Delegacia Municipal de Quixeramobim
concluíram o inquérito e remeteram à Justiça", disse a Polícia Civil.
Conforme
a família da vítima, Pedro Lucas, estava com outras crianças quando um dos seus
colegas, um garoto de 13 anos, resolveu ir embora. Quando o menino mais velho
abriu o portão de casa para entrar, o cachorro saiu e atacou Pedro.
“Meu
filho botou logo o braço no meio, o cachorro saltou para pegar o rosto dele. O
cachorro mordeu a munheca direita dele e já derrubou ele no chão. Quando
derrubou, meu filho conseguiu bolar e se soltar do cachorro. O cachorro foi e
pegou a perna direita dele”, conta Anagézio Nogueira, pai do menino atacado.
Quando percebeu o ataque do
pitbull, o garoto de 13 anos avançou sobre o animal para afastá-lo de
Pedro. Após se ver livre do cachorro, o menino correu para casa. Os pais foram
alertados pelos gritos do menino, que chegou em casa ensanguentado.
“Braço
muito ensanguentado e a perna direita. E muito nervoso, chorando e gritando,
gritando que ia morrer que ia morrer, e aquilo ali enlouqueceu a gente né?
Aflição foi grande. Fiquei sem reação”, conta o pai de Pedro.
Após
o susto, a família levou o adolescente para uma Unidade de Pronto Atendimento
(UPA) próxima. No local, Pedro foi medicado e recebeu sete pontos, seis na
perna e um no braço. Ele também recebeu vacina antirrábica, para prevenção da
raiva.
A
família de Pedro não possui nenhum animal doméstico em casa. O ataque ao filho
mais velho, que vai ficar uma semana afastado da escola por causa dos
ferimentos, deixou todos assustados.
Os
familiares do menino informaram que os proprietários do animal entraram em
contato e se comprometeram a arcar com os custos que a família venha a ter em
decorrência do incidente, como exames e medicamentos.
Fonte: G1

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