Espaço idealizado pela Abong visa promover a inclusão da população no debate climático que acontece em novembro
O Brasil se prepara para
sediar um dos mais importantes eventos sobre clima, meio ambiente e
sustentabilidade – a COP 30, que acontece em Belém (PA), entre 10 e 21 de
novembro. Enquanto os encontros oficiais da cúpula da 30ª Conferência das
Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP) contemplam reuniões de
autoridades governamentais, a Abong – Associação Brasileira de ONGs – vai
trazer a população amazônida para o centro dos debates. Com este objetivo, a
Associação criou a “Casa das ONGs”, espaço para sediar discussões democráticas
sobre os temas relacionados à COP e que impactam diretamente a população. O
local contará com uma programação diversa e gratuita durante os dias 10, 11, 12, 16, 17, 18 e 19 de novembro.
“Tudo o que é discutido
durante as reuniões da cúpula tem grande relevância no debate público. As
medidas de enfrentamento às ameaças climáticas que vivemos e da devastação
ambiental são essenciais para pautar as ações governamentais, entretanto, quem
conduz as discussões, em geral, não são as pessoas impactadas pelos efeitos da
devastação ambiental. Tampouco são aquelas que sofrem diretamente com as
tragédias climáticas. Essas pessoas não são ouvidas e é neste contexto que
apresentamos a Casa das ONGs”, explica Guilherme Carvalho, membro da Diretoria
Executiva da Abong no Pará.
O espaço foi desenvolvido para
acolher atividades, palestras e discussões sobre os temas como: Justiça
Climática, Transição Energética Justa, Racismo Ambiental, Educação Ambiental
Antirracista, Tecnologia e os impactos das Big Techs, LGBTQIAfobia ambiental;
Desenvolvimento e Fortalecimento Territorial; Comunicação Popular, entre outras
pautas fundamentais para os Direitos Humanos e Ambientais.
A Casa terá uma grande sala
para plenárias, com capacidade de cerca de 100 pessoas, além de outras salas,
com capacidade para aproximadamente 30 pessoas,
que servirão para atividades como oficinas ou rodas de conversa, por
exemplo. Além disso, há um ambiente preparado para uso de comunicadores e um
terraço para confraternizações. Em relação à estrutura, serão disponibilizadas
para as plenárias: tradução simultânea; estrutura multimídia; mesas e cadeiras;
ar-condicionado; área para alimentação; e divulgação das atividades.
Edital aberto para a
programação da Casa das ONGs
Como parte do objetivo de
trazer a sociedade civil para o protagonismo no evento, a Abong está com um
edital aberto para as organizações que tenham interesse em inscrever e promover
atividades na Casa das ONGs. As atividades serão livres, sujeitas à capacidade
dos ambientes e poderão ser realizadas durante os dias de funcionamento do
espaço.
As propostas podem ser
submetidas por meio deste formulário, que fica disponível até 25 de setembro.
Serão priorizadas atividades de organizações amazônidas, mulheres, pessoas
LGBTQIA+, juventudes e associadas Abong, além daquelas que sejam desenvolvidas
em parceria com outras organizações ou grupos. As sugestões serão avaliadas e a
programação deve ser divulgada em 22 de outubro, após reuniões de alinhamento
com as organizações selecionadas.
“Trazer a perspectiva popular,
em especial da população mais atingida pelos impactos, tanto das crises
climáticas, quanto das decisões do poder público; é essencial para uma solução
sustentável e abrangente”, finaliza Guilherme.
Cronograma do edital - Casa
das ONGs
Período de inscrições: até 25
de setembro de 2025
Seleção: entre 9 e 17 de
outubro
Divulgação da programação
final: 22 de outubro
Período de realização das
atividades: dias 10, 11, 12, 16, 17, 18
e 19 de novembro de 2025 – Belém (PA)
Sobre a Abong
A Abong – Associação
Brasileira de ONGs é uma associação nacional criada em 1991 com o objetivo de
fortalecer as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) brasileiras que trabalham
na defesa e promoção de direitos humanos, democracia e bens comuns. A Abong atua
ao lado de movimentos sociais e dialoga com governos por um mundo
ambientalmente justo, com articulações e proposições para as agendas de
cybersegurança, LGBTQIA+, antirracista, participação social e luta contra todas
as formas de discriminação e desigualdades.
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