Ao tapar essas fontes de
drenagem de recursos, negócios em saúde diminuem despesas e revertem o
desperdício em receita e lucro, mostra caso atendido por contabilidade
especializada
A gestão de um consultório ou
clínica médica demanda alguns cuidados que, se não observados, podem resultar
em perda de dinheiro. São os chamados “ralos financeiros”. Para “tapar” esses
ralos e cessar o desperdício de recursos, é preciso, primeiro, conhecer onde
estão tais vazamentos. E, imediatamente, buscar assessoria especializada, capaz
de combinar os conhecimentos em contabilidade com as especificidades dos
negócios em saúde.
Julia Lázaro, fundadora e CEO da Mitfokus
Mas, enfim, que “ralos” são
esses? A especialista em planejamento tributário Julia Lázaro, fundadora e CEO
da Mitfokus, fintech voltada à gestão contábil de médicos, consultórios e
clínicas, e o supervisor financeiro Nilson Gabriel Andrade Barbosa enumeram
pelo menos cinco ralos financeiros a impactar os negócios em saúde.
Os especialistas explicam a
metáfora: “ralo financeiro é tudo aquilo que faz o dinheiro 'escorrer' da
clínica, sem que os gestores percebam de imediato. Assim como um ralo mal
vedado deixa a água escapar, esses problemas fazem os recursos financeiros sumirem
aos poucos, ou até rapidamente, prejudicando o resultado final”.
Na prática, continuam, “são
gargalos na gestão, falhas de processos ou omissões que impactam diretamente o
caixa, afetam a saúde financeira do negócio”. Assim, os cinco maiores ralos
financeiros que afetam consultórios e clínicas são:
Faturamento. Julia Lazaro
explica que estão nesse item a não renegociação com convênios, as glosas (não
cobertura de algum item pela operadora de saúde) e a não cobrança, dos
convênios, de materiais e medicamentos. Ou seja: deixa-se de obter receitas imprescindíveis
para a sustentabilidade do negócio.
Tesouraria. Aqui, está a falta
de capital de giro e de controle do fluxo de caixa. Antecipar recebíveis de
cartão e não fazer a conciliação da maquininha de cartões estão entre fatores a
contribuírem para o escoamento de dinheiro.
Impostos. Deixar de fazer um
planejamento tributário especializado é desperdício de dinheiro na certa,
adverte a especialista. “O médico deixa de aproveitar benefícios fiscais, que
só uma contabilidade especializada consegue identificar com precisão, e paga
mais tributos do que o que deveria”. Ou, pior, ter bitributação.
Compras e estoque. Nesse ralo
está o hábito de comprar em pequena quantidade parcelada, de não aplicar
técnicas de negociação de compras e não controlar estoque.
Gestão de pessoas.
Rotatividade do quadro de colaboradores, não preparar para prestar bom
atendimento e falta de comissionamento estruturado e de engajamento com na
clínica podem afetar o desempenho do consultório e clínica e, consequente, sua
receita e rentabilidade.
Na avaliação da CEO da
Mitfokus, esses ralos surgem e se expandem quando o profissional foca
exclusivamente na prestação do serviço médico. Isso é fundamental, entretanto a
gestão do negócio também deve merecer atenção, cuidado aprimorado. “Às vezes,
até há um administrador, porém sem o conhecimento especializado necessário para
clínicas”, assinala.
Desse modo, a contabilidade
especializada se mostra imprescindível. “Uma contabilidade que conhece a
jornada do médico desde o início, quando recém formado, até a construção de uma
grande clínica, consegue apoiar com planejamentos especializados e personalizados,
de forma estruturada para cada tipo de negócio médico – seja realizando
plantões, atuando como prestador especializado, tendo seu consultório ou em
clínica”, afirma Julia Lázaro.
CASO CONCRETO: CORTE DE
DESPESAS E OBTENÇÃO DE LUCRO
Pela consultoria financeira
focada em saúde, demonstra-se ao profissional médico quais as melhores práticas
de gestão, “identificando ralos financeiros, demonstrando o que o mercado
(benchmark) está praticando e desenvolvendo estratégias necessárias”, sublinha
a especialista. “Uma contabilidade generalista, ao desconhecer a jornada do
médico e benefícios que podem ser aplicados, acaba criando um planejamento
comum – não personalizado, fazendo o médico empresário pagar mais impostos.
A título de ilustração,
Gabriel, supervisor financeiro da empresa, cita caso recente atendido pela
Mitfokus – uma clínica de endoscopia, formada por um proprietário só. Antes da
consultoria especializada, as receitas da clínica vinham apenas das consultas
médicas realizadas.
Nilson Gabriel Andrade Barbosa, supervisor financeiro
Foi aí que identificamos um
problema no planejamento tributário da clínica”, explica Nilson. “O cliente
emitia todas as notas fiscais como se fossem apenas consultas, mas, na prática,
ele também realizava exames e procedimentos. O imposto para consultas é mais
alto, porque não há benefícios fiscais. Quando separam os serviços
corretamente, os impostos caem. Fizemos essa separação e o cliente conseguiu
reduzir drasticamente os impostos que vinha pagando a mais.
Cessado o problema, a clínica
obteve ainda uma redução de R$ 600 mil nas despesas – incluindo fim de
pagamento de impostos indevidos, entre outros custos. “Com o ralo tapado, a
clínica aumentou em R$ 2,4 milhões a receita anual, e passou a ter lucro, também
ao ano, da ordem de R$ 1,8 milhão”, informa o especialista.
MAIS INFORMAÇÕES
Sobre a Mitfokus: https://contabilidade.mitfokus.com.br/.
Postar um comentário