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| Foto Reprodução |
O advogado José Evandro e
Silva foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) pelo crime de denunciação
caluniosa contra o tenente-coronel da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Lucivando
Rodrigues de Oliveira. A denúncia foi apresentada à 9ª Vara Criminal de
Fortaleza no último dia 10 de janeiro.
O caso tem origem em um
episódio ocorrido em Juazeiro do Norte, em 2021, quando dois policiais
militares foram presos após, supostamente, combinarem um duelo motivado por um
desentendimento envolvendo um pedido de amizade feito à namorada de um deles em
uma rede social. Os dois estavam de folga em uma loja de conveniência quando
iniciaram uma discussão verbal, que evoluiu para agressões físicas, culminando
na prisão de ambos. O tenente-coronel Lucivando Rodrigues participou
diretamente da ação.
Após o ocorrido, o oficial passou
a ser alvo de ataques nas redes sociais, impulsionados pela circulação de um
texto anônimo contendo acusações graves. As investigações apontaram que o
conteúdo teria sido amplamente compartilhado por Erik Onofre e Silva, coronel
da reserva da PMCE e filho do advogado denunciado. Embora não estivesse
envolvido diretamente na confusão que levou às prisões, Onofre foi citado como
um dos principais disseminadores das informações.
Em entrevista, Lucivando
Rodrigues afirmou que os ataques tiveram início logo após sua atuação no caso.
Segundo ele, posteriormente, José Evandro protocolou um documento junto ao
Ministério Público solicitando a abertura de investigação contra sua conduta.
As acusações falsas atribuídas
ao texto incluíam suposto uso indevido da patente para fins pessoais,
envolvimento com crimes, grupos de extermínio, tráfico de drogas, ameaças e
peculato. A notícia-crime contra o tenente-coronel foi protocolada em abril de
2023 e arquivada em março de 2024 por decisão do Tribunal de Justiça do Ceará
(TJCE).
Em outubro de 2024, Erik
Onofre e outros dois militares foram condenados por calúnia contra Lucivando
Rodrigues. O grupo recorreu da decisão.
Na denúncia apresentada neste
mês, o MPCE concluiu que não houve crime militar, entendimento que levou o Ministério
Público Militar a arquivar o procedimento por ausência de justa causa. Para o
MP estadual, os elementos do caso indicam possível prática de denunciação
caluniosa por parte do advogado, destacando ainda que o tenente-coronel afirma
ter sofrido prejuízos morais e profissionais, apesar de possuir 25 anos de
carreira sem qualquer punição na PMCE.
Em depoimento, José Evandro
negou a autoria do texto e afirmou desconhecer o conteúdo anexado aos autos,
alegando que o material não condiz com seu estilo de escrita. Em nova oitiva,
declarou que não houve intenção de caluniar, mas apenas o pedido de apuração de
informações que teria recebido, ressaltando que a investigação acabou por
comprovar a inocência do próprio tenente-coronel.

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