Dados mostram que mais de 80%
das pessoas internadas em Unidades de Terapia Intensiva recebem alta e retornam
para casa
As Unidades de Terapia
Intensiva (UTIs) representam um dos maiores avanços da medicina moderna e
são fundamentais para a recuperação de pacientes em estado grave. Apesar disso,
ainda cercadas por receios e desinformação, as UTIs costumam ser associadas a
cenários negativos — percepção que não corresponde à realidade clínica.
Estudos e dados da prática
hospitalar indicam que mais de 80% dos pacientes internados em UTIs recebem
alta após o tratamento, contrariando o mito de que essas unidades são
sinônimo de morte.
Como surgiram as UTIs
A primeira UTI moderna surgiu
em 1953, em Copenhague, na Dinamarca, com foco em ventilação mecânica e
cuidados intensivos — práticas que já haviam sido utilizadas, de forma
rudimentar, cerca de um século antes, durante a Guerra da Crimeia.
No Brasil, as UTIs começaram a
ser implementadas na década de 1970, inicialmente em São Paulo, para
atender pacientes com doenças de alta complexidade.
Desde então, essas unidades
passaram a desempenhar papel essencial no tratamento de casos graves, como
ficou evidente durante a pandemia da Covid-19, quando médicos
intensivistas e equipes multidisciplinares foram decisivos para salvar milhares
de vidas.
UTI não é sinônimo de morte
Segundo o médico Jair
Rodrigues, fundador e CEO da H2 Soluções em Saúde, um dos mitos mais
comuns sobre UTIs é a associação direta com óbitos.
“Esse é um entendimento
incorreto. Mais de 80% dos pacientes internados se recuperam e retornam para
casa com evolução positiva do quadro clínico”, explica.
Além disso, as UTIs também
exercem papel importante em situações de cuidados paliativos, oferecendo
conforto, dignidade, acolhimento e acompanhamento humanizado a pacientes e
familiares em momentos delicados.
Tecnologia sozinha não basta
Outro equívoco frequente é
acreditar que apenas a tecnologia é suficiente para garantir a recuperação dos
pacientes. Embora equipamentos modernos sejam indispensáveis, o sucesso do
tratamento depende de uma atuação integrada.
O cuidado intensivo envolve equipes
multidisciplinares, formadas por médicos intensivistas, enfermeiros,
fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, além do
apoio emocional da família durante o processo de recuperação.
O papel do médico intensivista
De acordo com Rodrigues, os
médicos intensivistas não atuam apenas em casos terminais, como muitos
imaginam.
“Esses profissionais lidam
diariamente com situações graves, sempre com o objetivo de recuperar o paciente
e possibilitar o retorno às suas atividades”, afirma.
As UTIs são áreas hospitalares
destinadas a pacientes que necessitam de monitoramento contínuo, ventilação
mecânica e suporte avançado, mas que, na maioria dos casos, conseguem se
recuperar após o período de internação.
“As UTIs são sinônimo de vida,
de atenção redobrada e de vínculo entre pacientes, profissionais de saúde e
familiares. Muitos quadros delicados são superados com desfechos clínicos
positivos”, destaca o médico.
Sobre a H2 Soluções em Saúde
A H2 Soluções em Saúde
é uma gestora de serviços médicos especializada nas diversas linhas de cuidado
hospitalar, com foco em áreas críticas como UTIs, Prontos-Socorros e
Enfermarias.
A empresa atua na gestão de
corpos clínicos, sistemas de plantão, prescrição médica, uso de tecnologias
como Inteligência Artificial, teleconsultoria, treinamentos e
capacitação profissional.
Presente em nove estados
brasileiros, a H2 conta com mais de 3 mil médicos credenciados,
realiza cerca de 2,4 milhões de atendimentos por ano e mantém índice de
satisfação superior a 90%, contribuindo para maior eficiência
operacional e melhores desfechos clínicos.
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