São Paulo (SP) – Na manhã deste domingo (1º), centenas de pessoas se reuniram na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, para um protesto em defesa dos direitos dos animais e em cobrança de justiça pelo cão comunitário conhecido como Orelha, morto após agressões em Florianópolis (SC).
O ato teve início por volta das 10h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), tradicional ponto de manifestações na capital paulista. Os participantes carregaram cartazes com frases como “Justiça por Orelha”, “Chega de impunidade” e “Fim da violência contra animais”. Muitos manifestantes levaram seus próprios cães ao protesto, reforçando a mensagem de solidariedade e união pela causa.
Mobilização em todo o Brasil
O caso que gerou comoção nacional
O cão Orelha, estimado em cerca de 10 anos e conhecido por frequentar áreas públicas como animal comunitário, foi brutalmente agredido na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro. Devido à gravidade dos ferimentos sofridos, o animal precisou ser submetido à eutanásia por um veterinário, após tentativas de tratamento.
As investigações da Polícia Civil de Santa Catarina apontam quatro adolescentes como principais suspeitos de envolvimento nas agressões. Parte deles chegou a deixar o país antes de prestar esclarecimentos, mas retornou ao Brasil no fim de janeiro e teve pertences apreendidos pelas autoridades.
Pedidos dos manifestantes
Além da punição aos responsáveis, os organizadores e participantes do protesto na Avenida Paulista defenderam o endurecimento de penas para crimes de maus-tratos contra animais e a aplicação mais rigorosa da legislação existente, como a conhecida “Lei Sansão”, que prevê penas mais severas para esses crimes.
O ato ocorreu de forma pacífica, com cartazes, discursos e momentos de silêncio em homenagem a Orelha. Organizações de defesa animal também marcaram presença, destacando a importância de políticas públicas mais eficazes para proteção dos animais no Brasil.
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