Legenda: Médico foi preso em hospital de Quixadá.
Foto: Reproduçao/Instagram.
O ex-professor passou por
audiência de custódia nesta sexta-feira e teve a prisão preventiva mantida.
Novas denúncias foram feitas
nesta sexta-feira (30) contra o médico e ex-professor de medicina Yuri Portela,
preso por assediar sexualmente aluna em um centro universitário de Quixadá, no
interior do Ceará. O Ministério Público do Ceará (MPCE) recebeu relatos de
possíveis outras vítimas após a divulgação do primeiro caso na noite dessa
quinta-feira (29).
Pelo menos mais duas
denunciantes serão acolhidas e ouvidas pela 1ª Promotoria de Justiça de
Quixadá, segundo o promotor de Justiça Bruno Barreto. Os casos estão sendo
tratados em sigilos, para que as possíveis vítimas sejam protegidas e a
investigação não seja prejudicada.
O médico, que já não é mais
docente da instituição há cerca de seis meses, teria aproveitado sua posição de
docente para oferecer vantagens acadêmicas e constranger uma aluna a manter
relações sexuais com ele. O então professor teria dado acesso a avaliações e
concedia pontos extras para a estudante.
"Estamos sempre de porta
aberta para as vítimas, elas podem procurar tanto o Ministério Público quanto a
Polícia. A investigação continua e as conclusões das análises periciais serão
remetidas à Promotoria", disse o promotor ao Diário do Nordeste.
Prisão preventiva mantida
De acordo com o promotor Bruno
Barreto, o suspeito passou por audiência de custódia nesta sexta-feira e teve a
prisão preventiva mantida. O mandado de prisão, solicitado pelo MPCE, foi
cumprido nessa quinta.
Em nota, a defesa do
profissional de saúde disse que a prisão preventiva é "desnecessária e
desproporcional".
Os advogados Antônio Carlos
Fernandes Pinheiro e Bruno Queiroz alegam que Yuri foi preso com base em
"trechos isolados de conversas virtuais, cuja leitura foi realizada de
forma descontextualizada".
"Em toda a fase
investigativa, não se imputou ao paciente o emprego de violência física, grave
ameaça ou qualquer forma de coação direta, tratando-se de suposta conduta de
natureza exclusivamente verbal e moral", argumentaram.
Yuri Silva Portela foi preso
em um hospital de Quixadá, enquanto trabalhava, segundo o Diário do Nordeste
apurou com a Delegacia da Mulher de Quixadá. A ação ainda contou com apoio da
Policia Militar do Ceará (PMCE) e da Polícia Penal.
Com o ex-professor
universitário, ainda foram apreendidos aparelhos eletrônicos, que serão
periciados nas próximas fases da apuração.
Instituição repudia conduta de
ex-professor
O Centro Universitário Estácio
do Ceará - Campus Quixadá, onde o médico preso lecionava, pontuou em nota que
"repudia qualquer desvio de conduta que possa causar danos, de qualquer
natureza, a qualquer pessoa em nossa comunidade acadêmica".
A instituição pontuou que Yuri
Portela não trabalha mais como professor no local desde julho do ano passado.
A Estácio informou ainda que
"está à absoluta disposição das autoridades para prestar informações que
possam ser relevantes para as investigações. Sobre os detalhes do caso, a
instituição pode apenas informar que o envolvido não faz parte do seu quadro de
docentes desde julho do ano passado".
Fonte: Matheus Facundo DN
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