Treinar a velocidade do cérebro pode reduzir o risco de Alzheimer, diz pesquisa

 

Uma nova pesquisa sugere que exercícios específicos de treinamento cognitivo podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver Alzheimer e outras formas de demência em adultos mais velhos. No estudo, mais de 2.800 participantes com idade média de 74 anos realizaram diferentes tipos de atividades cerebrais — incluindo tarefas de memória, raciocínio e velocidade de processamento — em sessões ao longo de semanas. Apenas o grupo que realizou exercícios focados na rapidez de atenção e processamento visual apresentou redução significativa no risco de demência no acompanhamento de longo prazo.

O treinamento de velocidade envolve desafios em que o cérebro precisa identificar e reagir rapidamente a estímulos visuais, promovendo atenção dividida e aprendizagem implícita. Participantes que também fizeram sessões de reforço anos depois mantiveram um risco cerca de 25% menor de terem diagnóstico de demência ao longo de duas décadas em comparação com aqueles que não receberam esse tipo de estímulo.

Especialistas ressaltam, entretanto, que esse tipo de treinamento não substitui hábitos saudáveis amplamente recomendados — como atividade física regular, alimentação equilibrada e controle de fatores de risco cardiovascular — que também estão associados à proteção cognitiva.

A pesquisa amplia o entendimento sobre prevenção não farmacológica da demência e sugere novas direções para intervenções que mantenham a saúde cerebral com o avanço da idade. 


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