Vacina contra a influenza: o que é mito e o que é verdade sobre o imunizante

 

Especialistas esclarecem dúvidas comuns com o início da campanha no Ceará

 

Com o início da campanha de vacinação contra a influenza no Ceará na última semana, dúvidas comuns voltam a surgir entre a população. Entre elas, se a vacina pode causar gripe ou se protege contra todos os tipos de resfriado.

 

Especialistas explicam que a vacina contra a influenza é segura e não provoca gripe. Isso porque o imunizante é produzido com vírus inativados, ou seja, sem capacidade de causar infecção.

 

Outro ponto importante é que a vacina não protege contra todos os tipos de resfriado, já que essas infecções podem ser causadas por diversos outros vírus. No entanto, ela é fundamental para prevenir as formas mais graves da gripe, especialmente em grupos de risco.

 

A vacinação é indicada para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade. No Ceará, as doses estão sendo distribuídas gratuitamente, com prioridade para públicos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades.

 

Além disso, a vacina leva cerca de 15 dias para começar a fazer efeito. Por isso, caso a pessoa apresente sintomas logo após a aplicação, é possível que já estivesse infectada antes ou tenha contraído outro vírus nesse intervalo.

 

De acordo com Ana Karine Borges, coordenadora de Imunização da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), há um período necessário para que o organismo produza anticorpos.

 

“Às vezes, a pessoa já está com outro vírus ou algum processo infeccioso no organismo, então toma a vacina e diz que não teve efeito, mas não é isso. Depois de tomar a vacina, há esse período, de duas a três semanas, para que ocorra a produção de anticorpos”, explica.

 

Mesmo não causando gripe, o imunizante pode provocar algumas reações leves, semelhantes aos sintomas da doença, como febre, dor no corpo, dor de cabeça, mal-estar e sensação de fraqueza. Essas reações são consideradas normais e estão descritas na bula das vacinas, como as produzidas pelo Instituto Butantan.

 

Profissionais de saúde reforçam que a imunização é uma das principais formas de evitar complicações, internações e mortes causadas pelo vírus da influenza, além de contribuir para a redução da circulação da doença.


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