Açude Umari, no Crato, atinge maior volume em 17 anos e se aproxima de sangrar

 

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O açude Thomás Osterne, conhecido como Umari, no Crato, atingiu 81,2% da capacidade no último sábado (4), registrando o maior volume dos últimos 17 anos. Os dados são da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).


A última vez que o reservatório ultrapassou a marca de 80% foi em 2009, ano em que também sangrou pela última vez.


Construído em 1982, o açude integra a Bacia do Salgado e possui capacidade total de 28,78 hectômetros cúbicos (hm³). Atualmente, já acumula cerca de 23,46 hm³ de água.


O aumento no volume tem sido considerado expressivo. Em cerca de 20 dias, o reservatório saltou de 58,2% (em 12 de fevereiro) para os atuais 81,2%, impulsionado pelas chuvas registradas nas últimas semanas na região do Cariri.


Com a quadra chuvosa prevista para seguir até maio, existe a possibilidade de o açude voltar a sangrar ainda em 2026, encerrando um intervalo de quase duas décadas sem vertimento.


O cenário hídrico no Cariri segue positivo. Atualmente, seis açudes já atingiram 100% da capacidade. O mais recente é o Pau Preto, em Potengi, que voltou a sangrar também no último sábado (4).


Além dele, seguem sangrando:

  • Olho d’Água (Várzea Alegre)
  • Cachoeira (Aurora)
  • Mamoeiro (Antonina do Norte)
  • Rosário (Lavras da Mangabeira)
  • Valério (Altaneira)


O avanço dos volumes reforça a recuperação hídrica da região e aumenta a expectativa de segurança no abastecimento para os próximos meses.


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