A missão Artemis II, da Nasa, iniciada na última quinta-feira (1º), não marca apenas o retorno de astronautas à órbita lunar após mais de meio século. Ela também reacende uma curiosidade clássica: por que nunca vemos o “outro lado” da Lua da Terra?
A resposta está em um fenômeno chamado rotação sincronizada. A Lua leva exatamente 27,3 dias para girar em torno de si mesma e o mesmo tempo para completar uma volta ao redor da Terra. Esse alinhamento faz com que apenas uma face do satélite fique sempre visível para nós.
Segundo especialistas, esse comportamento é resultado de um longo processo de interação gravitacional. Ao longo de milhões de anos, a força da Terra atuou como um “freio”, reduzindo a rotação da Lua até que os movimentos se sincronizassem, criando uma situação estável.
Apesar de ser popularmente chamado de “lado escuro”, o termo não é cientificamente correto. O mais adequado é “lado oculto”, já que essa região também recebe luz solar — apenas não pode ser vista diretamente da Terra. O “lado escuro”, na verdade, se refere à parte que está na sombra em determinado momento, independente de qual face seja.
O lado oculto da Lua apresenta características bem diferentes. Ele possui menos áreas planas, quase não tem os chamados “mares” lunares e é marcado por um terreno mais acidentado, repleto de crateras e com crosta mais espessa.
Durante a missão Artemis II, os astronautas passarão justamente por essa região. Nesse momento, ficarão temporariamente sem comunicação com a Terra, já que a própria Lua bloqueia os sinais de rádio — criando um breve período de isolamento total.
Se a missão ocorrer como previsto, os tripulantes serão os primeiros humanos desde 1972, na época da Apollo 17, a observar diretamente o lado oculto da Lua, contribuindo para novas descobertas sobre o satélite natural.
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