Países europeus reforçam preparação militar e civil em meio à escalada de tensões com a Rússia

 


Foto: Reprodução / Ao menos oito países anunciaram medidas de segurança; movimentações ocorrem em meio a alertas sobre possíveis ameaças russas e à continuidade da guerra na Ucrânia

Governos de ao menos oito países europeus anunciaram medidas de preparação militar e civil durante o fim de semana, em meio ao aumento das tensões com a Rússia e às preocupações com a segurança no continente.


As iniciativas incluem desde a preparação de estruturas hospitalares para emergências até recomendações para que a população mantenha estoques domésticos de alimentos e água. As movimentações ocorrem enquanto avaliações de inteligência dos Estados Unidos apontam que Moscou estaria testando os limites da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).


Entre os anúncios que ganharam destaque estão medidas adotadas pela Suíça e pelo Reino Unido.


Suíça aprova nova estratégia de segurança

O Conselho Federal da Suíça aprovou uma nova Estratégia de Política de Segurança, estruturada em 10 objetivos e 46 medidas concretas.


A iniciativa busca reforçar a capacidade de resposta do país diante de ameaças e riscos à segurança. O anúncio reacendeu o debate sobre a tradicional neutralidade suíça, embora a aprovação de uma estratégia de segurança, por si só, não signifique o abandono formal dessa condição.


Reino Unido recomenda reservas domésticas

No Reino Unido, o governo promoveu uma campanha nacional com orientações para que as famílias mantenham reservas de água e alimentos não perecíveis em casa.


A recomendação integra medidas de preparação da população para situações de emergência, em um contexto de preocupação com possíveis crises que afetem serviços essenciais.


Declarações elevam tensão entre Polônia e Rússia

A escalada de declarações também envolve a Polônia. O presidente polonês, Karol Nawrocki, afirmou que ações de guerra híbrida atribuídas à Rússia poderiam representar uma fase preparatória para uma agressão militar de maior escala.


Dias antes, um conselheiro do Kremlin havia ameaçado a Polônia, afirmando que Moscou utilizaria “todo o seu arsenal” e poderia “apagar o Estado polonês em dias” caso Varsóvia entrasse em conflito direto com a Rússia.


As declarações ampliaram as preocupações na região, embora ameaças e avaliações de risco não representem, por si só, confirmação de que um confronto militar direto seja iminente.


Ucrânia anuncia ataque de drones contra Moscou

Em paralelo às movimentações europeias, a Ucrânia realizou um ataque de drones contra Moscou, descrito como o maior desde o início da guerra, segundo as informações divulgadas.


A ofensiva ocorreu durante o segundo e último dia das eleições parlamentares russas.


Em publicações nas redes sociais, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou que Kiev combinou mísseis de fabricação ucraniana e drones para atingir instalações petrolíferas russas. Segundo ele, a operação busca pressionar financeiramente a estrutura que sustenta o esforço de guerra do Kremlin.


O conjunto de medidas anunciadas por países europeus, as declarações entre Moscou e Varsóvia e a continuidade dos ataques entre Rússia e Ucrânia refletem o cenário de tensão que segue mobilizando governos e estruturas de segurança no continente.

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