Arábia Saudita, Argentina, Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos
passarão a fazer parte do grupo a partir de 2024.
Em uma
declaração conjunta na manhã desta quinta-feira, 24/8, os líderes do BRICS – o
presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da África do Sul,
Cyril Ramaphosa, o presidente da China, Xi Jinping, o primeiro-ministro da
Índia, Narendra Modi e o presidente da Rússia, Vladimir Putin (de forma
virtual) – anunciaram a entrada de seis novos países ao grupo.
A partir de janeiro de 2024,
Arábia Saudita, Argentina, Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos
passarão a fazer parte do bloco de nações emergentes. É a primeira expansão
desde 2011, quando ocorreu a entrada da África do Sul. Com isso, o BRICS terá
cerca de 46% da população mundial e quase 36% do PIB global em paridade de
compra. A adesão foi oficializada na Declaração de Joanesburgo,
documento acordado entre todos os atuais integrantes do BRICS.
“Neste
mundo em transição, o BRICS nos oferece uma fonte de soluções criativas para os
desafios que enfrentamos. A relevância do BRICS é confirmada pelo interesse
crescente que outros países demonstram de adesão ao agrupamento. Entre os
vários resultados da cúpula de hoje, ressalto a ampliação do BRICS, com a
inclusão de novos membros”, disse o presidente Lula em seu discurso.
MOEDA DE
REFERÊNCIA - Os atuais países-membro também anunciaram a definição de
critérios para a futura entrada de novas nações no bloco. Foi anunciado que os
bancos centrais e ministérios da Fazenda e Economia de cada país ficarão
responsáveis por realizar estudos em busca da adoção de uma moeda de referência
do BRICS para o comércio internacional. “Essa medida poderá aumentar nossas
opções de pagamento e reduzir nossas vulnerabilidades”, afirmou o presidente
Lula. Outro acordo foi para que o grupo siga em busca de uma reforma da
governança global, especialmente em relação ao Conselho de Segurança da ONU.
“Seguiremos defendendo temas com
impacto direto na qualidade de vida de nossas populações, como o combate à
fome, à pobreza e a promoção do desenvolvimento sustentável. Que o BRICS
continue sendo força motriz de uma ordem mundial mais justa e ator
indispensável na promoção da paz, do multilateralismo e na defesa do direito
internacional”, ressaltou o presidente brasileiro.
A 15ª Cúpula de chefes de Estado
do BRICS se encerra nesta quinta-feira, após duas sessões ampliadas com
participação dos países-membro e mais nações convidadas. Após o fim da
conferência, o presidente Lula viaja para Angola, onde fará uma visita de
Estado, e depois para São Tomé e Príncipe, para participar da conferência de
chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República
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