Após
desconfiança de vizinhos e sogra, mulher confessou o crime à polícia
Uma mulher foi presa, na tarde deste sábado (26), após o corpo
da filha de 8 anos ser encontrado esquartejado dentro da geladeira da casa em
um bairro na cidade de São Paulo. O caso foi registrado como homicídio
qualificado contra menor de 14 anos, emboscada por motivo fútil e ocultação de
cadáver.
A denúncia foi feita pela sogra da mulher, após ser informada
das desconfianças de vizinhos. As informações são do g1.
De acordo com boletim de ocorrência, eles ajudaram na mudança da
suspeita e suspeitaram do peso da geladeira.
Com a chave da casa, a sogra foi até a casa no final de semana -
quando a acusada estava ausente, visitando o ex-marido. A desconfiança dela era
de que houvesse armas ou drogas na geladeira.
Após encontrar o corpo, ela contactou a polícia. A suspeita
negou o crime no primeiro momento, apesar dos agentes de segurança não terem
citado nada sobre a criança.
Na primeira versão, ela alegou que conheceu homens por meio de
aplicativos de relacionamento e os teria convidado para a casa, onde usaram
drogas. Ao acordar, a suspeita teria encontrado a filha já morta e "não
soube o que fazer".
Ela teria decidido, então, colocar o corpo dentro da geladeira,
onde ele permaneceu durante um mês.
Ao chegar à delegacia, ela mudou a versão e confessou o crime. O
episódio teria ocorrido na madrugada entre os dias 8 e 9 de agosto, quando usou
drogas e "decidiu matar a filha por não aceitar a separação com o pai
dela".
A criança, segundo ela, estava no banheiro, escovando os dentes,
quando a suspeita a atacou com uma faca. Ela não resistiu ao ferimento e o
corpo foi escondido pela mãe na geladeira. No dia 15 de agosto, quando fez a
mudança da casa, os vizinhos desconfiaram ao ver o objeto envolto em fitas e
lençol, além de estar mais pesado do que o usual.
Agora, a suspeita irá passar por audiência de custódia, onde a
Justiça irá decidir se ela permanece presa ou responderá pelos crimes em
liberdade. Os outros dois filhos da acusada foram encontrados e entregues ao
Conselho Tutelar.

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