As altas temperaturas do verão exigem atenção redobrada com os animais de estimação. O calor intenso pode provocar desidratação, hipertermia, queimaduras nas patinhas e, em casos mais graves, levar à falência de órgãos e até à morte, especialmente entre os cães, que costumam ficar mais expostos ao sol durante os passeios.
Para ajudar tutores a protegerem seus pets durante os dias mais quentes, a médica-veterinária da Petz, Camila Canno Garcia, reuniu orientações essenciais para garantir saúde, conforto e bem-estar aos animais.
Hidratação é fundamental
Ambiente fresco e confortável
O local de descanso do animal deve ser arejado, sombreado e confortável, preferencialmente próximo ao convívio da família. Segundo Camila, cães que ficam no quintal costumam se aproximar da casa em busca de contato humano, o que nem sempre garante conforto térmico.
A orientação é posicionar a caminha em local com boa circulação de ar e, se possível, permitir que o pet fique em ambientes com ventilador ou ar-condicionado. O uso de tapetes gelados, ativados pelo peso do corpo do animal, também ajuda a reduzir a temperatura corporal.
Passeios nos horários adequados
Formas seguras de refrescar os animais
Molhar levemente o pet pode ajudar a aliviar o calor. Nos cães, as regiões da barriga e do pescoço são as mais indicadas. Já no caso dos gatos, a recomendação é umedecer as mãos e passar suavemente pelo corpo, respeitando a sensibilidade do animal.
Cuidados com a tosa
Atenção redobrada aos parasitas
O calor e a umidade favorecem a proliferação de pulgas e carrapatos, aumentando os riscos à saúde dos pets. Além disso, no verão, os animais frequentam mais áreas externas e locais com maior circulação de outros cães. Por isso, é essencial manter o uso de antiparasitários em dia e realizar inspeções frequentes na pelagem.
Sinais de alerta para hipertermia
A hipertermia ocorre quando a temperatura corporal do animal ultrapassa os 41 °C, causando alterações metabólicas graves. Entre os sinais de alerta estão ofegação intensa, língua muito exposta ou com mudança de cor, além de letargia, apatia, perda de apetite e mudança de comportamento.
“Esses sinais indicam que o pet pode estar superaquecendo. Ao notar qualquer um deles, o tutor deve procurar atendimento veterinário imediato”, orienta Camila.
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