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| Foto: Reprodução |
Diversão e prevenção podem
caminhar juntas; confira orientações para curtir com segurança
O período do Carnaval reacende
os alertas para o aumento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como
sífilis, gonorreia, hepatites virais e HIV/Aids. A combinação entre o consumo
excessivo de álcool e o aumento das relações sexuais sem proteção contribui para
esse cenário. De acordo com dados do mais recente Boletim Epidemiológico do
Ministério da Saúde, em 2024 foram notificados 39.216 casos de infecção pelo
vírus da imunodeficiência humana (HIV) no Brasil. Ainda segundo o levantamento,
a infecção apresenta maior incidência entre homens na faixa etária de 20 a 29
anos.
No entanto, é importante
destacar que algumas infecções não ocorrem apenas por meio de relações sexuais.
O contágio também pode acontecer pelo contato com objetos perfurocortantes ou
pelo contato direto com lesões ativas, como a herpes labial, que pode ser
contraída pelo beijo. Segundo Petrucya Frazão, docente do curso de Enfermagem
do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau, em Juazeiro do Norte,
adotar algumas medidas simples é suficiente para garantir a diversão sem
comprometer a saúde.
“As pessoas não devem deixar
de se divertir ou de viver suas relações. O mais importante é adotar métodos de
prevenção, pensar a longo prazo e cuidar da própria saúde com responsabilidade
e respeito”, afirma.
Outro ponto de atenção é o
fato de que muitas ISTs podem ser assintomáticas, o que dificulta o diagnóstico
precoce. Por isso, é fundamental observar sinais como corrimentos, fissuras
labiais, bolhas ou mau odor, que costumam surgir em estágios mais avançados da
infecção. A especialista também reforça a importância de manter o calendário
vacinal atualizado, especialmente para a prevenção das hepatites virais.
Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda a chamada “prevenção combinada”,
que inclui o uso simultâneo de diferentes métodos preventivos.
Durante o Carnaval, o Sistema
Único de Saúde (SUS) costuma realizar mutirões em pontos estratégicos dos
blocos de rua, com distribuição gratuita de preservativos, lubrificantes e a
realização de testes rápidos. Em casos de exposição de risco, é essencial
procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou centros
especializados, como os Serviços de Atendimento Especializado (SAE) e os
Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Vale ressaltar que a Profilaxia
Pós-Exposição (PEP), composta por uma combinação de antirretrovirais, é
distribuída gratuitamente pelo SUS como medida emergencial para a prevenção de
ISTs e deve ser iniciada em até 72 horas após o contato de risco.
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