Justiça do Rio manda prender o rapper Oruam após STJ revogar habeas corpus

 

A Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou nesta terça‑feira (3) a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar a liminar que o mantinha em liberdade. A decisão foi tomada pela juíza Tulla Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em despacho que expediu mandado de prisão com urgência.

O STJ, em decisão do ministro Joel Ilan Paciornik, considerou que o artista descumpriu reiteradamente as medidas cautelares impostas quando havia sido liberado anteriormente. Entre as falhas apontadas pelas autoridades estão mais de 20 interrupções no uso da tornozeleira eletrônica e descumprimento das regras de recolhimento domiciliar noturno, especialmente durante madrugadas e fins de semana. Para o relator, essas violações comprometem o monitoramento e colocam em risco a ordem pública.

A ordem de prisão ocorre no âmbito de um inquérito que investiga Oruam por tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante uma operação de busca e apreensão em julho de 2025, no bairro do Joá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo a denúncia do Ministério Público, o rapper e outros envolvidos teriam arremessado pedras contra os agentes, em um episódio que motivou a decretação da prisão preventiva naquela ocasião.

A defesa do rapper afirmou que as interrupções no funcionamento do equipamento de monitoramento ocorreram por problemas técnicos e falhas no carregamento da tornozeleira eletrônica, negando qualquer intenção de fuga. Até o momento, os advogados ainda não divulgaram uma manifestação formal sobre o novo mandado de prisão expedido pela juíza.

O caso de Oruam tem repercutido na imprensa e nas redes sociais desde 2025, quando o artista foi alvo de mandado de prisão relacionado às investigações que envolvem acusações de associação ao tráfico de drogas, resistência, desacato e outros crimes, acumulando uma trajetória de decisões judiciais e recursos até o atual revogação do habeas corpus. 


Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem