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| Foto: Reprodução |
Uma conversa entre o
senador Cid Gomes e o deputado federal Júnior Mano, ambos do
PSB, ocorrida no fim da última semana, movimentou os bastidores
da política cearense. Mano, apontado por Cid como nome para o Senado, foi
demonstrar preocupação com a demora das definições, gerando a leitura de
uma desistência em disputar o cargo.
O diálogo, que faz pouco
sentido para o momento, dado o tempo que ainda falta para as convenções,
mostra, entretanto, que a disputa majoritária ainda passa pelo
senador.
Cid não costuma deixar aliados
no meio do caminho. É um traço conhecido de seu método político: firme nas
decisões, mas cuidadoso na condução dos compromissos. Nesse tom, o
senador explicou o óbvio: as definições da chapa majoritária não
acontecem agora, mas apenas no momento final das tratativas, às vésperas das
convenções partidárias, previstas para julho.
O peso do ‘Ferreira
Gomes’
O certo é
que a equação do Senado, e da chapa majoritária, seguem passando
por Cid. E não por vaidade, mas por imposição do cenário. Hoje,
praticamente toda a aliança governista defende que o senador dispute a
reeleição.
O argumento é pragmático: Cid
candidato fortalece a chapa majoritária, dá peso político à campanha e,
sobretudo, acrescenta um elemento de estratégia eleitoral.
Quem está do outro lado?
Há ainda um componente mais
sensível na conta. Do outro lado do campo político está Ciro Gomes, irmão
de Cid, apontado como pré-candidato ao Governo do Estado pela oposição. Nesse
contexto, ter Cid como candidato ao Senado cumpre também um papel estratégico:
mantém o senador definitivamente ancorado no projeto governista.
Sobre esse ponto, aliás,
Cid não tem deixado margem para interpretações diferentes: uma
reaproximação eleitoral entre ele e o irmão mais velho é praticamente
descartada (para agora).
O resumo da conversa
Nesse ambiente, a
conversa entre os dois ganha outro significado. Interessa mais
ao mundo político saber sobre os próximos passos de Cid, e não sobre
os de Mano.

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