FOTO: REPRODUÇÃO
Uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro resultou na maior apreensão de drogas da história da corporação, com cerca de 48 toneladas de maconha localizadas em um galpão no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital.
O flagrante ocorreu na terça-feira (7), durante uma ação na comunidade da Nova Holanda. O imóvel não estava entre os alvos iniciais da operação e só foi identificado graças ao trabalho de Huck, um cão farejador da raça pastor-belga-malinois, de 5 anos, nascido e treinado no Batalhão de Ações com Cães (BAC).
Durante o patrulhamento, os cães começaram a sinalizar um galpão aparentemente comum. Huck indicou de forma insistente um ponto específico do local, levando os policiais a realizarem uma busca minuciosa.
No interior do imóvel, os agentes encontraram uma cisterna concretada e aparentemente desativada. Ao quebrarem a estrutura, descobriram um bunker improvisado, utilizado para armazenar drogas. No espaço, foram localizados mais de 24,6 mil tabletes de maconha, cada um pesando cerca de 2 quilos.
Segundo a PM, o volume total apreendido chega a quase 48 toneladas, quantidade que poderia ser convertida em mais de 15 milhões de cigarros da droga.
Além do entorpecente, a operação resultou na apreensão de cinco fuzis, pistolas e 26 veículos roubados. A polícia acredita que o galpão funcionava como um centro estratégico de armazenamento e distribuição do Comando Vermelho, com a droga sendo destinada a outras áreas dominadas pela facção.
A ação mobilizou cerca de 250 policiais militares, incluindo equipes do BAC, Batalhão de Choque e BOPE, com apoio de seis cães farejadores, quatro veículos blindados e duas aeronaves.
Durante a retirada da droga, os agentes foram atacados a tiros por criminosos armados. Houve confronto, e um homem foi encontrado ferido portando um fuzil. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Federal de Bonsucesso, onde permanece internado sob custódia.
A logística da operação também chamou atenção. Foram necessários quatro caminhões completamente carregados para transportar o material apreendido. A retirada começou por volta das 13h e só foi concluída durante a madrugada, enquanto a contagem total da droga terminou por volta das 3h.
De acordo com o comando do BAC, o caso demonstra a eficácia do treinamento dos cães. Mesmo com a droga escondida sob concreto, Huck conseguiu identificar o odor.
“Não importa se está enterrada, concretada ou submersa. Se houver cheiro, o cão vai encontrar”, destacou o tenente-coronel Luciano Pedro Barbosa da Silva.
O material foi encaminhado para a Cidade da Polícia, no Jacaré, onde passará por perícia da Polícia Civil antes de ser incinerado.
Huck já havia se destacado anteriormente: em 2023, o mesmo cão localizou cerca de 1 tonelada de drogas na mesma comunidade, reforçando sua importância nas operações da corporação.
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