Homem é condenado a mais de 14 anos por tentativa de feminicídio em Juazeiro do Norte

 

Acusado atacou ex-companheira com golpes de machadinha e feriu outras três pessoas


O Tribunal do Júri de Juazeiro do Norte condenou um homem acusado de tentativa de feminicídio contra a ex-companheira.


O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (13), sob presidência da juíza Carliete Roque Gonçalves Palácio.


O réu, João de Deus da Silva, de 44 anos, foi condenado a 14 anos e sete meses de prisão pelos crimes cometidos em março de 2024.


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Segundo as investigações, João de Deus tentou matar a ex-companheira, Cícera Paula Barbosa da Silva, atualmente com 43 anos, utilizando uma machadinha.


O crime aconteceu no dia 24 de março de 2024, na Rua Marechal Dutra, no bairro Pio XII, em Juazeiro do Norte.


Além da vítima, também ficaram feridos:

  • a ex-sogra do acusado;
  • um vizinho identificado pelo apelido de “Joãozinho”;
  • e a esposa do vizinho.


De acordo com o processo, Cícera sofreu fratura em um dos dedos da mão esquerda e rompimento de tendão ao tentar se defender dos golpes.


A mãe dela também foi atingida nos braços e na cabeça ao tentar impedir que a filha fosse atacada.


Segundo relatos apresentados no julgamento, João de Deus só não conseguiu atingir a cabeça da ex-companheira devido à intervenção da mãe da vítima.


Após a agressão, mãe e filha conseguiram empurrar o acusado e se trancaram dentro da residência.


Ainda conforme os autos, o homem passou a golpear a porta da casa com a machadinha tentando invadir o imóvel novamente, sendo contido por um vizinho que tentou ajudar as vítimas.


Esse vizinho e a esposa também acabaram feridos durante a ação.


Após o crime, segundo a investigação, João de Deus continuou circulando nas proximidades da casa da ex-companheira e chegou a afirmar para uma pessoa que ainda pretendia “fazer o serviço que queria fazer”.


Temendo novos ataques, a vítima procurou a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Juazeiro do Norte.


Na época, a delegada Suerda Bezerra solicitou a prisão preventiva do acusado, medida autorizada pela Justiça.


João de Deus foi preso por policiais civis da DDM, evitando, segundo a investigação, a consumação do feminicídio.


Durante depoimento na época do caso, a vítima relatou que teve dois filhos com o acusado e afirmou que chegou a ajudá-lo após a separação, inclusive comprando uma casa para ele morar.


Mesmo assim, segundo ela, o homem continuava perseguindo e ameaçando a ex-companheira, que passou a trabalhar com medo e mantendo o estabelecimento fechado por receio de novos ataques.

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