Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados disseram ser contrários às mudanças previstas no chamado PL da Dosimetria, enquanto:
- 39% se declararam favoráveis;
- 9% não souberam ou preferiram não responder.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com:
- 2.004 entrevistas presenciais;
- margem de erro de 2 pontos percentuais;
- e nível de confiança de 95%.
O que é o PL da Dosimetria
A nova legislação foi promulgada em 8 de maio pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), após o Congresso derrubar vetos do presidente Lula (PT) ao projeto.
A lei altera a aplicação das penas relacionadas aos crimes de:
- golpe de Estado;
- e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Com as novas regras, deixa de existir a soma automática das penas nesses casos.
Passa a prevalecer:
- a punição considerada mais grave;
- acrescida de aumento que pode variar entre um sexto e metade da pena.
O texto também prevê redução de pena para pessoas condenadas em atos praticados em meio a multidões, desde que:
- não tenham financiado os atos;
- nem exercido papel de liderança.
Percepção dos brasileiros
A pesquisa também investigou como os entrevistados enxergam os efeitos da nova legislação.
Segundo os dados:
- 54% acreditam que a lei busca beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL);
- 34% entendem que a medida beneficia todos os condenados;
- 12% não souberam responder.
Diferença por perfil político
De acordo com a Quaest:
- a rejeição à redução das penas é maior entre eleitores identificados com a esquerda não lulista;
- enquanto o apoio à medida aparece com mais força entre eleitores bolsonaristas.
Entre os eleitores considerados independentes:
- 58% são contra a redução;
- 31% apoiam a mudança;
- 11% não responderam.
Revisão das penas dependerá do STF
Apesar da nova lei já estar em vigor, a revisão das penas não será automática.
Os pedidos precisarão ser analisados individualmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mediante solicitação:
- das defesas;
- do Ministério Público;
- ou dos ministros responsáveis pelos processos.
A expectativa é que cerca de 190 condenados pelos atos de 8 de janeiro possam ser beneficiados pelas novas regras.
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