Pesquisa Quaest mostra que maioria dos brasileiros é contra redução de penas dos envolvidos no 8 de janeiro

 

Foto: Reprodução / Levantamento aponta que 52% rejeitam mudanças previstas no PL da Dosimetria


Pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo (17) mostra que a maioria dos brasileiros é contra a redução das penas aplicadas aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados disseram ser contrários às mudanças previstas no chamado PL da Dosimetria, enquanto:

  • 39% se declararam favoráveis;
  • 9% não souberam ou preferiram não responder.


A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com:

  • 2.004 entrevistas presenciais;
  • margem de erro de 2 pontos percentuais;
  • e nível de confiança de 95%.


O que é o PL da Dosimetria

A nova legislação foi promulgada em 8 de maio pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), após o Congresso derrubar vetos do presidente Lula (PT) ao projeto.


A lei altera a aplicação das penas relacionadas aos crimes de:

  • golpe de Estado;
  • e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.


Com as novas regras, deixa de existir a soma automática das penas nesses casos.


Passa a prevalecer:

  • a punição considerada mais grave;
  • acrescida de aumento que pode variar entre um sexto e metade da pena.


O texto também prevê redução de pena para pessoas condenadas em atos praticados em meio a multidões, desde que:

  • não tenham financiado os atos;
  • nem exercido papel de liderança.


Percepção dos brasileiros

A pesquisa também investigou como os entrevistados enxergam os efeitos da nova legislação.


Segundo os dados:

  • 54% acreditam que a lei busca beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL);
  • 34% entendem que a medida beneficia todos os condenados;
  • 12% não souberam responder.

Diferença por perfil político


De acordo com a Quaest:

  • a rejeição à redução das penas é maior entre eleitores identificados com a esquerda não lulista;
  • enquanto o apoio à medida aparece com mais força entre eleitores bolsonaristas.


Entre os eleitores considerados independentes:

  • 58% são contra a redução;
  • 31% apoiam a mudança;
  • 11% não responderam.


Revisão das penas dependerá do STF

Apesar da nova lei já estar em vigor, a revisão das penas não será automática.


Os pedidos precisarão ser analisados individualmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mediante solicitação:

  • das defesas;
  • do Ministério Público;
  • ou dos ministros responsáveis pelos processos.


A expectativa é que cerca de 190 condenados pelos atos de 8 de janeiro possam ser beneficiados pelas novas regras.

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