| Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil |
O Ministério
da Saúde avalia a inclusão de dois medicamentos para tratamento de pacientes
com hemofilia A no Sistema Único de Saúde (SUS). A doença é mais comum em
homens, é hereditária e se caracteriza pela deficiência na coagulação do
sangue, fazendo com que o paciente tenha dificuldade para estancar sangramentos.
A inclusão dos
medicamentos Alfadamoctocogue Pegol e Alfarurioctocogue Pegol no tratamento de
pacientes da rede pública teve recomendação favorável pela Comissão Nacional de
Incorporação de Tecnologias (Conitec), órgão que avalia a incorporação de novos
remédios. A decisão final será do ministério.
Uma
audiência pública promovida pela Conitec foi realizada hoje (26) para ouvir
especialistas sobre a inclusão dos medicamentos.
Na avaliação de Mariana
Freire, fundadora da Associação Brasileira de Pessoas com Hemofilia (Abraphem),
a incorporação dos medicamentos poderá diminuir a quantidade de infusões
durante o tratamento.
Segundo
Mariana, a infusão endovenosa é uma barreira ao tratamento, que é feito a partir
da aplicação do fator de coagulação na veia do paciente para prevenir as
hemorragias.
“Ambos [medicamentos]
representam um impacto bastante positivo na rotina do tratamento das pessoas
com hemofilia. A diminuição da frequência de infusões endovenosas de três para
duas vezes por semana, ou de três vezes por semana para uma vez a cada cinco
dias, representa muito mais do que 30% ou 50% menos infusões, representa um
fardo menor no tratamento desses pacientes, uma carga emocional a menos para
eles e suas famílias”, afirmou.
Na
avaliação do secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos
em Saúde, Hélio Angotti Neto, o objeto da inclusão dos remédios no tratamento
oferecido no SUS é o bem do paciente, levando em conta considerações bioéticas.
“O SUS tem a missão de
integralidade e universalidade para garantir a proteção da vida e a qualidade
de vida a todos brasileiros”, comentou.
Os
medicamentos são produzidos pelos laboratórios Bayer e Takeda Brasil.
Fonte: Agência Brasil
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