| Foto: Reprodução |
Francisco Wellington Teles,
53, o oitavo e último acusado do crime que assassinou a travesti Dandara dos
Santos, 43, em 2017, foi condenado a 16 anos de prisão por homicídio
triplamente qualificado. O julgamento dele aconteceu nesta quarta-feira (17),
na 1ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza.
Wellington foi quem, numa
motocicleta, levou Dandara para o local onde ela foi brutalmente espancada
antes de ser alvejada e morrer. O crime aconteceu no bairro Bom Jardim e ganhou
repercussão internacional, à época, após o vídeo do assassinato circular nas
redes sociais e aplicativos de mensagem.
Fortaleza vai ser a
primeira cidade do Estado a ter um logradouro com nome de travesti. A
Câmara Municipal de Fortaleza aprovou um projeto que denomina uma rua no bairro
Bom Jardim de Dandara Ketley. A travesti Dandara dos Santos foi assassinada de forma bárbara por
um grupo de jovens em fevereiro de 2017.
Conforme o decreto legislativo, o objetivo da proposta é conscientizar sobre a necessidade de políticas públicas que promovam a proteção e a cidadania de todas e todos. O projeto é de autoria do vereador Ronivaldo Maia (PT).
Para Mitchele Meira, que faz
parte da Liga Brasileira de Lésbicas e do Fórum Cearense LGBT, a memória é
importante para que casos com o de Dandara não voltem a se repetir.
"O caso Dandara não
pode ser esquecido, é simbólico e justo lembrar o que aconteceu em forma de
homenagem e de resistência, por isso a comunidade LGBTI agradece e apoia essa
ação", disse.
Segundo a Associação
Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o Ceará ocupa a segunda posição do
País no número de mortes de pessoas trans considrando-se o período janeiro a 31
de outubro de 2020, com 19 casos. O Estado fica atrás apenas de São Paulo, que
teve nesse mesmo período um total de 21 assassinatos de travestis e
transexuais.
Fonte: Diário do Nordeste
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