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| Foto Reprodução |
O Tribunal Regional Eleitoral
de São Paulo manteve, nesta terça-feira 25, a decisão
que cassou o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP)
por uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político nas
eleições de 2022.
Até a palavra final do
Tribunal Superior Eleitoral, a bolsonarista permanece no cargo. Caso a decisão
permaneça, além de perder o mandato, ela ficará inelegível por oito anos.
O relator, desembargador
Encinas Manfré, não acolheu nenhuma das teses apresentadas pela defesa. Os
advogados de Zambelli tentavam reverter a situação por meio de um recurso
conhecido como embargos de declaração.
Segundo o magistrado, a
decisão anterior da Corte analisou “as graves condutas da representada, com
demonstração da elevada repercussão, da difusão de informações falsas e
descontextualizadas, aptas assim a configurar abuso dos meios de comunicação”.
Em 30 de janeiro, Zambelli foi
condenada por 5 votos a 2. Em nota divulgada nesta terça, ela afirmou que,
“apesar do revés, reitera sua confiança na Justiça Divina”.
A ação partiu da deputada
federal Sâmia Bomfim (PSOL), sob o argumento de que Zambelli divulgou
desinformação sobre o processo eleitoral de 2022.
Conforme o voto do relator no
julgamento de janeiro, a bolsonarista fez publicações para provocar o
descrédito do sistema eleitoral e disseminar fatos inverídicos. Manfré citou
postagens de 2022 com ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal e ao sistema
eleitoral — por exemplo, a falsa notícia de manipulação das urnas eletrônicas
em Itapeva, no interior paulista.
“Não é demasiado se reconhecer
que as condutas da representada alcançaram repercussão e gravidade aptas a
influenciar na vontade livre e consciente do eleitor e em prejuízo da isonomia
da disputa eleitoral”, sustentou. “Portanto, realidades justificadoras da
cassação do diploma de deputada federal e da declaração de inelegibilidade,
sanções a ela impostas por prática de abuso de poder político e uso indevido
dos meios de comunicação.”
Fonte Carta Capital

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