Conselho de sentença
desclassificou o crime de homicídio doloso e reconheceu que a mulher não teve
intenção de matar o militar.
Renata Iris de Souza Araújo
Pinheiro, acusada de matar o marido, o policial militar Wagner Sandys Pinheiro
de Lima, de 37 anos, foi condenada pela Justiça a 1 ano e 6 meses de detenção
pelo crime e irá ganhar a liberdade. O julgamento ocorreu nesta terça-feira
(2), no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza.
Wagner Sandys foi morto pela
esposa com dois tiros no dia 23 de dezembro de 2024, na casa da família, no
Bairro Granja Lisboa. O caso ocorreu na presença da filha do casal, na época
com 8 anos de idade.
Renata foi presa em flagrante
e alegou em depoimento que o tiro foi acidental. Ela foi denunciada pelo
Ministério Público por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e
utilização de armamento de uso restrito, visto que ela efetuou os disparos com
a pistola do militar.
Durante o julgamento, no
entanto, o Conselho de Sentença da 2ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza
reconheceu a ausência de dolo e desclassificou o crime de homicídio doloso.
Com isso, Renata foi condenada
por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A pena de Renata deverá
ser cumprida em regime, inicialmente, aberto.
"Considerando os
critérios de aplicação previstos no Código Penal, a pena definitiva fixada para
a ré é de 1 ano e 6 meses de detenção, a ser cumprida, inicialmente, em regime
aberto", disse o Tribunal de Justiça.
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