Piso do magistério terá ganho real em 2026 e sobe para R$ 5.130,63

 

Medida provisória assinada por Lula altera fórmula de reajuste e garante aumento acima da inflação para professores da educação básica

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (21), uma Medida Provisória que atualiza a forma de cálculo do piso salarial profissional nacional dos professores da rede pública de educação básica. A nova regra assegura reajuste anual com ganho real, acima da inflação do ano anterior.

 

Com a mudança, o piso nacional do magistério passará de R$ 4.867,77 em 2025 para R$ 5.130,63 em 2026, o que representa um aumento de 5,4%, válido para jornadas de 40 horas semanais em todo o país.

 

Nova fórmula de cálculo

 

De acordo com o texto da Medida Provisória, o reajuste do piso será calculado a partir da soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior com 50% da média da variação real da receita do Fundeb, considerando os cinco anos anteriores à atualização.

 

A norma estabelece ainda que o percentual de reajuste nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior, garantindo, no mínimo, a manutenção do poder de compra dos profissionais da educação.

 

Adequação ao novo Fundeb

 

Segundo o Ministério da Educação (MEC), a medida adequa a Lei nº 11.738/2008, conhecida como Lei do Piso, às mudanças trazidas pela Emenda Constitucional nº 108, que instituiu o novo Fundeb.

 

A atualização busca alinhar a política salarial dos professores à Meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a valorização dos profissionais do magistério das redes públicas.

 

Reajuste acima da inflação

 

Para 2026, o reajuste de 5,4% representa um ganho real de 1,5% acima da inflação, considerando que o INPC de 2025 foi de 3,9%, conforme dados oficiais.

 

O piso salarial nacional é o valor mínimo que deve ser pago aos professores da educação básica em todo o Brasil, independentemente do estado ou município.

 

Implementação nos estados e municípios

 

O novo valor será oficializado por meio de portaria assinada pelo ministro da Educação, Camilo Santana. As remunerações continuam sendo pagas pelas redes estaduais e municipais com recursos do Fundeb, além das complementações da União.

 

Cada estado e município deverá regulamentar o novo piso por meio de norma própria, respeitando o valor mínimo nacional estabelecido.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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