Duas mulheres são presas por envolvimento na morte de secretário em São Luís do Curu

 

A prisão de duas mulheres suspeitas de participação no assassinato do secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso, amplia as investigações sobre um crime que abalou a política local e expôs, mais uma vez, a atuação de organizações criminosas no interior do Ceará.


As duas suspeitas, ambas de 24 anos, foram capturadas nesta sexta-feira (20) pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), no município de Caucaia. Conforme as investigações, elas seriam integrantes de um grupo criminoso e teriam atuado no monitoramento da rotina da vítima, repassando informações estratégicas aos executores do homicídio.


Ricardo Abreu Barroso, de 64 anos, foi morto a tiros na manhã da última quinta-feira (19), no Centro de São Luís do Curu, a cerca de 82 quilômetros de Fortaleza. O crime ocorreu em um depósito de material de construção pertencente ao próprio secretário, em plena área urbana da cidade.


A linha investigativa aponta para uma ação premeditada, com divisão de funções entre os envolvidos — uma característica recorrente em crimes com possível ligação a facções. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que as diligências continuam com o objetivo de identificar e prender outros participantes do crime.


Após a captura, as suspeitas foram colocadas à disposição da Justiça.


Trajetória política

Figura conhecida no município, Ricardo Abreu Barroso construiu uma longa trajetória na vida pública. Ele exerceu dois mandatos como vereador, chegou a presidir a Câmara Municipal e também comandou o diretório local do Partido dos Trabalhadores (PT).


A influência política da família também se estende a outros cargos: seu filho, Júnior Abreu (PSB), atualmente preside a Câmara Municipal, enquanto o sobrinho, Tiago Abreu (PSB), é o prefeito da cidade.


A morte do secretário gerou forte comoção e repercussão política. Em manifestação nas redes sociais, o prefeito lamentou a perda do tio e destacou sua dedicação à vida pública.


“Mais do que exercer sua função, Ricardo foi um homem dedicado, comprometido com o trabalho e com a população, sempre guiado pelo respeito e responsabilidade. Para mim, fica a saudade do tio presente, das conversas e dos momentos simples que hoje se tornam lembranças marcantes”, escreveu.


O caso segue sob investigação e reforça o cenário de preocupação com a violência direcionada a agentes públicos no estado.


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