Em pronunciamento divulgado neste domingo (8), em alusão ao Dia Internacional da Mulher, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fortalecimento de políticas públicas de combate à violência contra mulheres no Brasil. A mensagem foi publicada nas redes sociais e nos canais oficiais do governo federal.
Durante a fala, Lula afirmou que o país precisa encarar de forma direta a realidade da violência de gênero, destacando a necessidade de ampliar medidas de proteção às vítimas e endurecer ações contra agressores.
Segundo o presidente, um dos principais instrumentos do governo para enfrentar o problema é o Pacto Nacional: Brasil Contra o Feminicídio, lançado no início deste ano com a participação dos Três Poderes. A proposta busca promover uma atuação coordenada, permanente e transversal entre instituições públicas para prevenir e combater assassinatos de mulheres motivados por questões de gênero.
Ampliação de políticas de proteção
Entre as medidas defendidas pelo governo federal estão a ampliação das delegacias especializadas de atendimento à mulher, o fortalecimento da rede de apoio às vítimas e a implantação de monitoramento eletrônico de agressores que estejam sujeitos a medidas protetivas determinadas pela Justiça.
A proposta do rastreamento eletrônico tem como objetivo aumentar o controle sobre pessoas denunciadas por violência doméstica, reduzindo o risco de novas agressões.
Condições de trabalho e jornada
No pronunciamento, Lula também voltou a defender mudanças nas condições de trabalho no país e citou o debate sobre o fim da chamada escala 6 por 1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso.
De acordo com o presidente, a discussão é especialmente importante para as mulheres, que muitas vezes acumulam dupla jornada entre o trabalho formal e as tarefas domésticas e familiares.
Dados sobre violência
Durante a mensagem, foram apresentados dados que mostram a gravidade da violência de gênero no Brasil. Segundo informações citadas no pronunciamento, cerca de 12 mulheres são vítimas de algum tipo de violência por razões de gênero a cada 24 horas no país.
Além disso, mais de 4.500 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil em 2025, número que reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes para prevenir e combater esse tipo de crime.
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é marcado por debates e ações voltadas à promoção da igualdade de direitos, à valorização feminina e ao enfrentamento da violência contra mulheres em todo o mundo.
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