Presidente da Petrobras anuncia reabertura de usina de biodiesel em Quixadá, no Ceará

 

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou nesta sexta-feira (20) a reabertura da Usina de Biodiesel de Quixadá, no sertão central do Ceará. A unidade está fechada desde 2016, e, apesar do anúncio, ainda não há data definida para a retomada das operações.


A declaração foi feita durante evento da companhia na Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ao mencionar a expansão da produção de biocombustíveis, Magda sinalizou a intenção de reativar a planta cearense.


“Nós estamos fazendo biodiesel em Minas, estamos fazendo biodiesel em São Paulo, e como o presidente me cobrou hoje... presidente, já já nós vamos reabrir Quixadá e fazer biodiesel no Ceará também”, afirmou.


Inaugurada em 2008, a usina era operada pela Petrobras Biocombustível e foi concebida com foco na utilização de oleaginosas, como a mamona, produzidas por agricultores do Nordeste. A proposta inicial incluía a integração com a agricultura familiar, fortalecendo a economia regional.


A produção foi encerrada em novembro de 2016, durante o plano de desinvestimentos da estatal. Na época, a Petrobras justificou a decisão com base na busca por maior rentabilidade e anunciou a saída do setor de biocombustíveis.


Atualmente, a empresa concentra a produção em unidades localizadas em Candeias (BA) e Montes Claros (MG), além de investir em uma nova planta em Cubatão (SP).


Apesar do anúncio, a Petrobras informou que a usina de Quixadá segue em estado de hibernação, com manutenção periódica para preservação dos equipamentos. Segundo a estatal, o projeto de reabertura ainda está em fase preliminar de estudos técnicos, impulsionado principalmente pelo aumento da disponibilidade de matérias-primas na região.


A empresa também destacou que informações como volume de investimentos, geração de empregos e capacidade produtiva só serão divulgadas à medida que o projeto avance.


O movimento indica uma possível reaproximação da Petrobras com o setor de biocombustíveis, alinhada ao debate sobre transição energética. No entanto, a ausência de cronograma e de dados concretos reforça que a reativação da usina ainda depende de viabilidade técnica e econômica.

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