Prazo eleitoral provoca troca em 18 ministérios do governo Lula

O prazo de desincompatibilização eleitoral, encerrado neste sábado (4), provocou uma ampla reforma na Esplanada dos Ministérios. Ao todo, 18 pastas tiveram mudança de comando no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 16 já oficialmente ocupadas por novos titulares.


A medida segue a legislação eleitoral, que obriga ocupantes de cargos públicos a deixarem suas funções até seis meses antes das eleições, caso pretendam disputar mandatos. A regra não se aplica ao presidente e ao vice-presidente.


Entre as exonerações publicadas na sexta-feira (3), estão nomes de peso como o vice-presidente Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio) e a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). No caso do Ministério da Pesca, André de Paula foi deslocado para a Agricultura, sem deixar o governo.


Durante reunião ministerial, Lula afirmou que optou por promover substituições internas, priorizando secretários-executivos, com o objetivo de garantir continuidade administrativa nas políticas em andamento.


Veja as principais mudanças nos ministérios:

  • Indústria e Comércio: sai Geraldo Alckmin; entra Márcio Elias Rosa
  • Relações Institucionais: sai Gleisi Hoffmann; substituição interina com Marcelo Costa
  • Casa Civil: sai Rui Costa; entra Miriam Belchior
  • Fazenda: sai Fernando Haddad; entra Dario Durigan
  • Transportes: sai Renan Filho; entra George Santoro
  • Portos e Aeroportos: sai Silvio Costa Filho; entra Tomé Franca
  • Planejamento: sai Simone Tebet; entra Bruno Moretti
  • Meio Ambiente: sai Marina Silva; entra João Paulo Capobianco
  • Direitos Humanos: sai Macaé Evaristo; entra Janine Mello
  • Desenvolvimento Agrário: sai Paulo Teixeira; entra Fernanda Machiaveli
  • Educação: sai Camilo Santana; substituto não informado
  • Esportes: sai André Fufuca; entra Paulo Henrique Perna
  • Cidades: sai Jader Filho; entra Antônio Vladimir Lima
  • Igualdade Racial: sai Anielle Franco; entra Rachel Barros
  • Povos Indígenas: sai Sônia Guajajara; entra Eloy Terena
  • Pesca: sai André de Paula; entra Rivetla Edipo
  • Agricultura: sai Carlos Fávaro; entra André de Paula
  • Empreendedorismo: sai Márcio França; entra Tadeu de Alencar


A maioria dos ministros que deixaram os cargos deve disputar eleições em 2026, seja para governos estaduais, Senado ou Câmara dos Deputados. O movimento também reorganiza forças políticas dentro da base governista, antecipando articulações para o próximo pleito.


 

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem