Polícia Civil prende pai e filho investigados por organização criminosa na zona rural de Lavras da Mangabeira

 

Foto: Reprodução / Um dos suspeitos é apontado como líder de grupo criminoso em Juazeiro do Norte e acumula condenações que somam 46 anos de prisão.

A Polícia Civil do Ceará prendeu, na tarde desta quinta-feira (7), pai e filho durante uma operação realizada no Sítio Santo Antônio, zona rural de Lavras da Mangabeira. A ação foi conduzida por oficiais investigadores da 2ª Seccional do Interior Sul, sediada em Juazeiro do Norte.


Foram presos os borracheiros Aparecido Rogério Xavier Rosendo, de 37 anos, conhecido como "Rogerinho", e seu pai, Luciano Rozeno da Silva, de 59 anos. Ambos são moradores da Rua Senhora Santana, no bairro Santa Tereza, em Juazeiro do Norte.


Mandados e arma apreendida

Segundo a Polícia Civil, Luciano foi preso em cumprimento a uma regressão cautelar de pena relacionada a um crime de roubo. A decisão foi expedida em abril deste ano pela juíza das Execuções Penais, Larissa Braga Costa de Oliveira. Ele ainda possui 5 anos e três meses de pena a cumprir.


Já contra Rogerinho havia mandado de prisão preventiva. Durante a operação, os policiais também apreenderam um revólver calibre 38 municiado.


Histórico criminal

De acordo com a Polícia Civil, Rogerinho é considerado de alta periculosidade e apontado como líder de uma organização criminosa com atuação na região conhecida como Faixa de Gaza, no bairro Santa Tereza, em Juazeiro do Norte.


Ele acumula condenações que totalizam 46 anos de prisão e responde por diversos crimes, entre eles:

  • homicídio;
  • tentativa de homicídio;
  • cinco roubos;
  • furto qualificado com uso de explosivos;
  • receptação;
  • posse ilegal de arma de fogo.


Crimes atribuídos ao suspeito

Entre os casos citados pela polícia está o homicídio de Maria Leidiane da Silva, de 26 anos, ocorrido em 29 de abril de 2009, no cruzamento das ruas das Flores e Duque de Caxias, no bairro Santa Tereza.


Segundo as investigações da época, Rogerinho e outro homem teriam efetuado os disparos contra um presidiário conhecido como "Júnior Branco", que utilizou a companheira como escudo. A mulher foi atingida e morreu no local.


Outro crime atribuído ao investigado ocorreu em 7 de outubro de 2009, quando ele teria participado de um assalto a um estabelecimento comercial na Avenida Castelo Branco, de onde foram levados dinheiro, celulares e garrafas de whisky.


Em 2013, Rogerinho voltou a ser alvo de ações policiais. Em uma ocorrência, fugiu ao perceber a chegada da polícia, abandonando um revólver. Em outra, trocou tiros com equipes policiais e acabou preso após ser baleado.


Após os procedimentos na delegacia, os dois permaneceram à disposição da Justiça.

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