Operação Aletheia investiga suposto esquema de fraude em licitações e desvio de recursos em Juazeiro do Norte

 

Uma operação do Ministério Público do Ceará (MPCE) investiga um suposto esquema de direcionamento de licitações, fraude em contratações públicas e desvio de recursos em contratos de obras e serviços de engenharia firmados com o município de Juazeiro do Norte.


Batizada de Operação Aletheia, a ação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2) pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), do MPCE.


O procedimento tramita sob sigilo. Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Juazeiro do Norte e Barbalha. As ordens foram executadas em residências, sedes e endereços comerciais de pessoas físicas e jurídicas que são alvo da investigação.


Medidas contra vereador licenciado

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou medidas cautelares contra Felipe Vasques (PSDB), que está licenciado do cargo de vereador de Juazeiro do Norte para disputar as eleições de 2026.


Entre as medidas determinadas estão a suspensão do exercício do cargo e de função pública, além da proibição de contato com outros investigados e de frequentar determinados locais.


As medidas fazem parte da investigação e não representam, por si só, uma conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.


Contratos ultrapassam R$ 43 milhões

Segundo o MPCE, os contratos sob investigação movimentam um valor estimado superior a R$ 43 milhões.


A suspeita é de que empresas formalmente distintas seriam controladas por um mesmo núcleo. De acordo com a investigação, pessoas ligadas ao principal investigado teriam sido colocadas em posições estratégicas para possibilitar o direcionamento de contratos e a manipulação de procedimentos licitatórios.


O MPCE também apura a possibilidade de desvio de recursos públicos, com utilização de empresas de fachada e pessoas interpostas para ocultar as práticas investigadas.


Durante a operação, foram apreendidos celulares, notebooks e outros dispositivos e materiais, que deverão passar por análise e perícia.

“Foram apreendidos diversos materiais, dispositivos, celulares, notebooks, e todos esses materiais agora serão objetos de análise, de perícia pelos órgãos técnicos e os resultados e encaminhamentos serão adotados em seguida”, afirmou Filipe Martins, promotor de Justiça e integrante do Gecoc.


Sigilos foram quebrados

A Justiça também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do acesso a dados telemáticos e da extração do conteúdo dos dispositivos eletrônicos apreendidos.


As informações obtidas durante as perícias e análises deverão subsidiar o andamento das investigações.


Por se tratar de uma investigação em curso e que tramita sob sigilo, novas informações poderão ser divulgadas pelo Ministério Público conforme o avanço dos trabalhos.


Fonte: Ministério Público do Ceará (MPCE).

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