Morre aos 70 anos Guerrinha, comentarista esportivo da Rádio Gaúcha

 

Foto: reprodução / G1 / Adroaldo Guerra Filho estava internado em Porto Alegre devido a uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado. Jornalista teve quase cinco décadas de carreira e se tornou uma das vozes mais conhecidas do esporte gaúcho.

O jornalismo esportivo brasileiro perdeu, nesta quarta-feira (28), um de seus nomes mais conhecidos no Rio Grande do Sul. Morreu, aos 70 anos, Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, comentarista da Rádio Gaúcha e integrante do Grupo RBS.


Ele estava internado no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, após apresentar uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.


Conhecido pelo carisma, pelo bom humor e pelas frases marcantes, Guerrinha construiu uma trajetória de quase cinco décadas no jornalismo. Nos últimos 27 anos, sua voz esteve presente na programação da Rádio Gaúcha, onde conquistou ouvintes com comentários diretos e histórias bem-humoradas.


Da paixão pelo turfe ao jornalismo esportivo

Filho de Ieda e do comunicador Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra, Guerrinha cresceu próximo ao ambiente do rádio. Apesar da influência paterna, seu primeiro contato profissional com o jornalismo aconteceu por meio de outra paixão: as corridas de cavalos.


Durante a graduação em Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), começou a publicar textos no extinto Jornal Hoje, ligado ao Grupo RBS. Depois, trabalhou na cobertura do turfe para os jornais Folha da Manhã e Correio do Povo.


A convivência com o hipódromo e as histórias que presenciou ajudaram a desenvolver o estilo descontraído que se tornaria uma de suas marcas profissionais.


Trajetória no Grupo RBS

Guerrinha retornou ao Grupo RBS em 1983, quando passou a escrever sobre corridas de cavalos para o jornal Zero Hora. Com a redução da cobertura do turfe, migrou, em 1993, para o jornalismo futebolístico, inicialmente acompanhando o Internacional, clube pelo qual torcia.


Em 1999, chegou aos microfones da Rádio Gaúcha. No ano seguinte, estreou a coluna Guerra Total, no Diário Gaúcho.


Em 2004, passou a integrar o Sala de Redação, tradicional programa esportivo da emissora. A participação, que inicialmente seria temporária, tornou-se parte permanente de sua trajetória.


Ao longo dos anos, Guerrinha conquistou espaço entre torcedores de diferentes clubes, incluindo colorados e gremistas. Seu jeito espontâneo, as tiradas bem-humoradas e as frases de efeito ampliaram sua popularidade também nas redes sociais.


Despedida e familiares

O velório está previsto para ocorrer nesta quarta-feira (28), das 14h às 19h, na Sala Ecumênica do Crematório Metropolitano, em Porto Alegre.


Guerrinha deixa a esposa, Kátia, as filhas Michelle e Karine e três netos.


Grupo RBS lamenta a morte

Em nota, o Grupo RBS lamentou a perda do comunicador e destacou sua importância para o jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul.


A empresa ressaltou o bom humor como uma das principais características do comentarista e lembrou sua trajetória desde a cobertura do turfe até a participação no Sala de Redação, onde se tornou uma das figuras mais queridas pelo público.


A morte de Guerrinha encerra uma trajetória marcada pela paixão pelo esporte, pela comunicação e por um estilo próprio que conquistou gerações de ouvintes.

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