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| Foto: Reprodução |
Uma vila sem asfalto e sem
iluminação pública vive entre dunas que mudam de forma com o vento. Jericoacoara saiu
do anonimato em 1984, quando o jornal norte-americano The Washington Post incluiu
a entre as dez praias mais bonitas do planeta. Quatro décadas depois, o antigo
vilarejo de pescadores do Ceará é o terceiro parque nacional mais
visitado do Brasil, com mais de 1,5 milhão de visitas em 2024.
O nome vem do tupi e significa
“toca das tartarugas”. Até meados dos anos 1980, a vila não tinha energia
elétrica, telefone nem estrada. O acesso era feito por jangada ou por longas
caminhadas entre dunas. Em 1984, o governo federal criou a Área de
Proteção Ambiental (APA) ao redor da vila. Em 2002, parte da área virou
o Parque Nacional de Jericoacoara, hoje com 8.850 hectares
administrados pelo ICMBio.
A rede elétrica chegou em
1998, mas por cabos subterrâneos: postes são proibidos para preservar a
paisagem noturna. Carros particulares não entram na vila. Os últimos 15 km de
acesso exigem veículos 4×4 ou jardineiras coletivas. As ruas permanecem cobertas
de areia por determinação legal.
Fonte: tupi.fm

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