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| Foto: Reprodução |
Além de problemas nas
estruturas e na documentação de ônibus e micro-ônibus destinados ao transporte
escolar municipal de alunos no Ceará, outra questão recorrente nas inspeções do
Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE) é a apresentação de motoristas
sem aptidão para conduzir o serviço. Até maio de 2026, menos da metade dos
condutores tinha preparo adequado para a atividade.
O dado é do painel público
“Transporte Escolar no Ceará”, ferramenta digital do Centro de Apoio
Operacional da Educação (Caoeduc) do Ministério Público do Ceará (MPCE), que
permite acompanhar a situação da frota de transporte escolar nos 184
municípios.
Conforme o último levantamento do Painel, atualizado no dia 6 de maio, apenas 42% dos condutores (cerca de 2,8 mil) estão aptos no Ceará. Os outros 58% (equivalente a 3,9 mil) não compareceram, estão com a vistoria vencida ou não registraram o processo. Desse total, 9,2% (em torno de 620) foram reprovados.
Segundo o promotor de Justiça
Jucelino Soares, coordenador auxiliar do Caoeduc, o número mais atualizado de
motoristas escolares no Ceará é de 6.749, contabilizados a partir das vistorias
realizadas pelo Detran-CE no último ciclo. “Para cada veículo, deve
corresponder um motorista”, explica.
Embora o índice de inadequação
já seja alto no Ceará, os dados compilados pelo Detran-CE e disponibilizados
pelo MPCE apontam uma piora na regularidade dos motoristas entre fevereiro e
maio de 2026: a aprovação caiu de 45,10% para 42,12%.
Ao mesmo tempo, houve aumento
nos casos de motoristas com vistoria vencida. Em fevereiro, esse grupo
representava 17,21% do total, mas o percentual subiu para 20,74%. O crescimento
demonstra avanço dos condutores que continuam atuando mesmo sem a renovação
obrigatória.
Os índices de reprovação
também tiveram alta. Em fevereiro, 8,48% dos motoristas fiscalizados foram
reprovados; já em maio, o percentual chegou a 9,21%, reforçando a persistência
de irregularidades identificadas durante as inspeções.
O não comparecimento às
fiscalizações permaneceu estável nos dois períodos (de 21,37% para 21,36%).
Também houve leve redução no grupo de condutores classificados como “sem
vistoria”, que caiu de 7,85% em fevereiro para 6,58% em maio.

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