Os dois jovens presos em flagrante sob suspeita de participação no assassinato e ocultação do corpo de Wesley Rai Gomes, de 21 anos, foram colocados em liberdade provisória após audiência de custódia realizada no último dia 15 de maio.
Os acusados são Leandro Alexandre de Souza, de 23 anos, conhecido como “Peba”, e Cícero Alessandro Feitosa Alves, de 20 anos, o “Galeguim”, ambos moradores de Juazeiro do Norte.
Wesley Rai, que residia no bairro Socorro, estava desaparecido desde o dia 19 de abril. O corpo dele foi encontrado no dia 14 de maio dentro de um cacimbão com cerca de 17 metros de profundidade, em uma propriedade rural no Sítio Saquinho, no Crato.
Segundo as investigações, o cadáver estava soterrado por barro, destroços e estrume. A retirada do corpo foi realizada por equipes do Corpo de Bombeiros.
Polícia já investigava desaparecimento
Policiais civis da Delegacia Regional do Crato já trabalhavam com a hipótese de homicídio antes mesmo da localização do corpo.
Após a descoberta do cadáver, os investigadores prenderam os dois suspeitos, que foram autuados pelo delegado Daniel Macedo Leite pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.
Durante os depoimentos, um terceiro homem citado no caso, identificado como Geysson David Santos Vieira, de 24 anos, conhecido como “Neguinho Lelé”, afirmou à polícia que presenciou o crime.
Segundo o relato prestado ao delegado, “Galeguim” teria efetuado um disparo na cabeça de Wesley Rai. Ele afirmou ainda que, logo após o crime, os suspeitos apontaram uma arma em sua direção e o obrigaram a jogar o corpo no poço.
O homem declarou também que teme pela própria vida.
Defesa nega acusação
Mesmo diante do testemunho apresentado durante a investigação, os dois suspeitos receberam liberdade provisória na audiência de custódia.
Para “Peba” foi arbitrada fiança de R$ 8 mil. Já “Galeguim” teve fiança estipulada em dois salários mínimos, além do cumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça.
A defesa dos acusados sustenta que “Neguinho Lelé” teria inventado a versão apresentada à polícia para tentar se livrar de responsabilidade no caso.
Histórico criminal
Segundo informações das autoridades, “Peba” já responde a procedimentos por tráfico de drogas, ameaça, furto, receptação, violência doméstica e tentativa de homicídio.
De acordo com a investigação, todos estavam juntos na noite do desaparecimento de Wesley Rai. O grupo teria saído para um bolão de vaquejada no bairro Carité, em Juazeiro do Norte, e posteriormente seguido para a vacaria localizada no Sítio Saquinho, onde o corpo acabou sendo encontrado semanas depois.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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