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| Foto: Reprodução |
Uma jovem de 20 anos usou água
fervendo para se defender do ex-namorado que invadiu sua casa tentando matá-la
a facadas em São Vicente, no litoral de São Paulo.
O suspeito, identificado como
Thalys Feitosa da Silva, de 19 anos, foi preso na última segunda-feira (11)
acusado de descumprir medida protetiva e tentar cometer feminicídio contra a
ex-companheira.
Segundo as investigações, o
homem invadiu a residência da vítima mesmo após determinação judicial que o
proibia de se aproximar dela.
Durante o ataque, a jovem
conseguiu reagir e lançou água fervente contra o agressor, provocando
queimaduras em parte do corpo dele.
Após a ação da vítima, o
suspeito fugiu do local, mas acabou sendo internado em um hospital da região
por causa das queimaduras, conforme informações da TV Tribuna, afiliada da TV
Globo na Baixada Santista.
RELACIONAMENTO COMEÇOU PELAS
REDES SOCIAIS
A vítima contou que conheceu o
suspeito por meio de uma rede social em agosto do ano passado.
Segundo ela, o relacionamento
durou apenas dois meses e terminou após perceber comportamento possessivo e
ciumento do rapaz.
“Ele sempre foi bem ciumento,
mas, no começo, a gente acha tudo normal, né? Menos que vai acontecer alguma
coisa grave. A gente passou agosto e setembro juntos, mas quando foi em outubro
eu falei para ele que não queria mais, porque o ciúme dele triplicou”, relatou
a jovem em áudio enviado à TV Tribuna.
Ela afirmou ainda que, após o
fim do relacionamento, passou a sofrer ameaças constantes.
“Depois dessa agressão, eu
bati o pé falando que não queria mais. E ele sempre me ameaçando, dizendo que
eu estava com outra pessoa. Mas nunca existiu outra pessoa, contou.
Segundo o relato da vítima,
antes do novo ataque o suspeito já havia tentado matá-la anteriormente.
“Até que, depois de uma semana
e meia, ele me deu 13 facadas. Foram no corpo inteiro: cabeça, braço, perna e
barriga”, revela a jovem.
AMEAÇAS CONTINUARAM MESMO NO
HOSPITAL
Mesmo internado após sofrer
queimaduras, o suspeito continuou ameaçando a ex-companheira.
De acordo com a vítima, ele
enviou áudios e mensagens afirmando que voltaria para matá-la.
“Tá viva ainda? Você sabe que
ainda não acabou. Você sabe que vai me pagar tudo o que me fez”, diz trecho de
um dos áudios atribuídos ao suspeito.
CRÍTICAS À FALTA DE PRISÃO
PREVENTIVA
O advogado da vítima, Paulo
Ferreira, criticou a ausência de medidas mais rígidas contra o agressor antes
da nova tentativa de feminicídio.
“É um caso gravíssimo. A
vítima já vinha sofrendo, e a Justiça só deu uma medida protetiva. Se já
tivesse dado a ordem de prisão por tentativa de feminicídio, a gente não teria
o segundo episódio”, afirmou.

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