Virgínia Fonseca e Zé Felipe são investigados pela Polícia Federal após movimentações financeiras suspeitas

 

A influenciadora digital Virgínia Fonseca e o cantor Zé Felipe estão sendo investigados pela Polícia Federal após instituições financeiras comunicarem ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) movimentações consideradas atípicas envolvendo a empresa Talismã Digital, da qual ambos eram sócios até 2025.


Segundo informações divulgadas pelo jornal Extra, a investigação apura operações realizadas entre março e setembro de 2024. Nesse período, a empresa recebeu aproximadamente R$ 22,4 milhões em transferências financeiras.


O que chamou a atenção das autoridades foi a forma como os recursos foram movimentados. De acordo com os dados analisados, R$ 21,4 milhões foram transferidos por meio de 44 operações via PIX, enquanto outros R$ 1 milhão foram enviados em 18 transferências por TED.


Outro ponto que passou a ser investigado envolve a empresa AMP Pay Marketing e Negócios, apontada como responsável por transferir cerca de R$ 17,7 milhões para a Talismã Digital.


Segundo a reportagem, a empresa está enquadrada no regime tributário do Simples Nacional, modalidade destinada a negócios com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. O valor movimentado, entretanto, supera em mais de três vezes esse limite, o que despertou atenção dos órgãos de controle.


Ainda conforme a publicação, a AMP Pay funciona em um box comercial alugado na cidade de Itajaí, em Santa Catarina.


Até o momento, não há acusação formal nem denúncia apresentada contra Virgínia Fonseca ou Zé Felipe. A apuração busca verificar a origem e a regularidade das movimentações financeiras.


Por meio de nota, a assessoria jurídica de Virgínia afirmou que todos os recursos recebidos pela Talismã Digital são provenientes de campanhas publicitárias regularmente contratadas.


A defesa também informou que os valores foram devidamente declarados e acompanhados da emissão das respectivas notas fiscais.


A investigação segue em andamento sob responsabilidade da Polícia Federal.


Com informações de Diário do Nordeste e Jornal Extra

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