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| Foto: Reprodução |
Em entrevista, candidata à
Casa Branca disse que seria importante ter um nome da oposição para compor o
secretariado. Democrata também falou sobre política imigratória e Joe Biden.
A candidata democrata à Casa
Branca, Kamala
Harris, diz que pode nomear um republicano para o governo dos Estados Unidos, se
for eleita. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (29), durante entrevista à
rede de TV norte-americana CNN.
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Durante
um discurso na Convenção do Partido Democrata, na semana passada, Kamala
prometeu fazer um governo acima de partidos e para todos os americanos. Na
mesma linha, durante a entrevista desta quinta-feira, a candidata afirmou que
seria importante ter alguém da oposição na gestão.
"Eu passei minha carreira
valorizando a diversidade de opinião. Acredito que é importante ter pessoas na
mesa, que têm visões e experiências diferentes, quando algumas das decisões
mais importantes estão sendo tomadas", disse.
Apesar da fala, Kamala disse
que ainda não tem um nome em mente. Ela também não informou qual cargo seria
entregue para um membro do partido adversário.
Durante a entrevista, Kamala
também foi questionada sobre a política de imigração. A imprensa
norte-americana tem avaliado que a democrata adotou uma postura mais dura em
relação à imigração ilegal, o que representaria uma mudança de opinião.
A candidata disse que não
mudou nenhum dos seus valores pessoais e afirmou que, como vice-presidente,
viajou pelos Estados Unidos para avaliar esse tipo de problema.
"Eu acredito que é
importante chegar a um consenso, e é importante encontrar um ponto comum de
entendimento, onde a gente possa realmente resolver problemas", disse.
Kamala culpou Donald Trump
pelo fracasso na aprovação de uma lei sobre segurança na fronteira no Congresso
dos Estados Unidos. Segundo ela, o republicano influenciou deputados a votarem
contra a proposta, pois a aprovação não iria favorecê-lo politicamente.
A atual vice-presidente disse
que reenviará o texto ao Congresso, se for eleita. "Eu vou aplicar as
nossas leis" na fronteira, disse. "Eu reconheço o problema."
No discurso da convenção
democrata, Kamala disse que sabe da importância da segurança e proteção da
fronteira, mas reforçou que é necessário um acordo sobre o tema no Congresso.
"Eu sei que podemos viver
de acordo com nossa orgulhosa herança como uma nação de imigrantes e reformar
nosso sistema de imigração. Podemos criar um caminho seguro para a cidadania e
proteger nossa fronteira", disse.
Desistência de Biden
Kamala relembrou o dia em que
Joe Biden desistiu de concorrer à reeleição, em 21 de julho. A democrata disse
que estava em casa com a família, montando um quebra-cabeças com as sobrinhas,
quando o presidente ligou.
"Ele me contou o que
tinha decidido fazer, e eu perguntei a ele: 'você tem certeza?' E ele disse
sim. E foi assim que eu fiquei sabendo", afirmou.
A candidata disse ainda que
Biden deixou claro que iria apoiá-la para substituí-lo na campanha.
“Meu primeiro p
Kamala afirmou que não se
arrepende de ter defendido que Biden permanecesse na disputa, mesmo diante dos
questionamentos sobre a saúde do presidente.
Outros pontos da entrevista
Kamala defendeu o legado
econômico de Joe Biden e disse que o atual presidente precisou recuperar perdas
provocadas pela pandemia e pelo governo de Donald Trump.
Disse que irá priorizar a
classe média já no primeiro dia do governo, com incentivo fiscais e corte de
impostos.
Voltou a afirmar que apoia o
direito de Israel de se defender do Hamas e disse que é necessário um acordo
para libertar os reféns que estão na Faixa de Gaza. Ela também defendeu uma
solução de dois Estados.
A democrata falou que está
concorrendo por acreditar ser o melhor nome para a Casa Branca,
"independentemente de raça ou gênero".
O vice na chapa de Kamala, Tim
Walz, foi questionado sobre uma fala controversa do passado. Há alguns anos,
Walz afirmou que tinha usado armas "na guerra", o que foi desmentido
mais tarde. Ele justificou que tinha se expressado mal.
Fonte: g1

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