| Foto: Reprodução |
A juíza Cleuza Gonçalves
Lopes, do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18), em Goiânia,
xingou e, em uma sessão na semana passada, disse odiar presidir audiências
virtuais. Lopes afirmou ainda que teria uma “alegria enorme” se deixasse de
julgar o processo em questão.
A audiência da Justiça do Trabalho aconteceu
no último dia 20. A advogada apontou que a magistrada havia cometido um erro ao
preencher a ata da sessão. “A ata é minha, eu escrevo o que eu quiser nela”,
disse a juíza. Confrontada novamente pela advogada, rebateu: “Que merda de
diferença faz?”. Quando foi questionada sobre o xingamento, rebateu: “Isso
mesmo”.
Em outro trecho da audiência,
a juíza Cleuza Gonçalves Lopes reclamou: “Odeio fazer audiência virtual. Odeio.
E não é pouco não. Todo mundo se acha no direito. […] Todo mundo acha que é
juiz nas audiências virtuais”.
A advogada se queixou de que a
juíza estava tratando uma testemunha de modo diferente em relação aos outros
depoimentos do processo. “Olha, que bonitinho, depois de 40 anos, eu estou
aprendendo como é que pergunta para testemunha”, ironizou a magistrada.
“É só levantar a minha
parcialidade e eu vou declarar com o maior prazer; um processo a menos para
julgar, ainda mais um banco. Vou ter uma alegria enorme. Eu tenho 300 processos
por mês, não vai fazer diferença”, seguiu a juíza do TRT-18.
Procurada, a juíza Cleuza
Gonçalves Lopes não respondeu.
O TRT não comentou as
declarações da juíza. O tribunal afirmou que a audiência virtual em questão
está em sigilo e que sua divulgação é uma “violação legal”.
“O tribunal ressalta que preza
sempre pelo respeito mútuo, urbanidade e cooperação com todos os órgãos que
compõem o sistema de justiça. A Justiça do Trabalho goiana reafirma sua crença
nas relações harmoniosas e respeitosas que tem cultivado com a advocacia ao
longo de seus quase 34 anos de existência”, afirmou o TRT de Goiás.
FONTE: METRÓPOLES
Postar um comentário