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| Foto: Reprodução |
O ex-prefeito de Nova
Olinda, na região do Cariri, Ítalo Brito (PT), afirma que não recebeu
proteção policial após a desarticulação de grupo que planejava assassinar o
político, na segunda-feira, 10, pela Polícia Militar. Em
entrevista à rádio O POVO CBN Cariri nesta quarta-feira,
12, Ítalo destaca que, na quinta-feira, 13, irá se reunir com o secretário
da Secretaría de Segurança e Defesa Social do Ceará (SSPDS), Roberto
Sá, para debater medidas futuras sobre o caso.
“Até o momento, ainda não tive
nenhum oferecimento de proteção policial pra mim. Nem no Estado de Pernambuco e
nem aqui no Ceará", afirma Ítalo Brito. "Eu terei amanhã às dez horas
da manhã uma reunião com o secretário da Segurança Pública do Estado e aí
debaterei sobre esse assunto, mas até o momento não tive".
O petista ainda acrescenta que
se reunirá com o presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargador Heráclito
Vieira de Sousa Neto, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Romeu
Aldigueri (PSB), e com o superintendente da Polícia Civil, Otávio
Coutinho.
Pelas redes sociais, o
ex-prefeito apontou que uma das pessoas envolvidas na tentativa de assassinato
era um adversário político nas eleições municipais de 2024. Em
entrevista à rádio O POVO CBN Cariri, ele repetiu que a
tentativa de assassinato poderia ter motivações políticas.
“Nós tivemos sim divergências
políticas durante a campanha, mas nada que tenha despontado pra violência, nada
que tenha despontado para fora do âmbito das quatro linhas da política.
Infelizmente, na minha avaliação, era isso", afirmou Ítalo Brito.
"Mas o que está se
provando e pela comprovação da prisão dos oito envolvidos, das provas que já
foram obtidas, tanto a Polícia quanto a Justiça, também tem essa concordância
de que pra eles não foi dessa forma. E além dessa questão pessoal, obviamente
que a gente trata esse episódio como um cenário de violência política
aqui na Região do Cariri", acrescenta.
Ítalo Brito avaliou a situação
da segurança estadual, e agradeceu à Polícia Militar pela
desarticulação do crime, e pede que a investigação continue para provar que no
Ceará "não há impunidade“.
"A gente está diante de
uma crise de segurança pública do país, e aqui no Ceará não é diferente",
diz Ítalo Brito. "A gente acompanha aí o trabalho do governador, da
segurança pública em relação à questão das facções, e vários outros tipos de
crime que estão acontecendo".
"O que a gente pede é que
realmente seja feita uma investigação a fundo, para que mostre para toda a
sociedade a sensação de impunidade, porque eu acho que o que leva pessoas a
tramarem isso é a sensação de impunidade, de que não vão ser pegos. Que a gente
possa provar para todos que aqui no Estado do Ceará não há impunidade e não há
falta de compromisso por parte das polícias”, acrescenta.
Fonte: O Povo

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