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| Foto: Reprodução |
Em um recente estudo publicado
no período Science of the Total Environment, cientistas brasileiras
revelaram indícios que os tubarões-bico-fino (Rhizoprionodon lalandii), o
popular cação, estão expostos à cocaína nas águas costais do Rio de Janeiro.
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Durante o estudo foram
encontrados resquícios da droga em seus músculos e fígados. A pesquisa foi
motivada pelo fato destes animais passarem a vida inteira em águas costeiras.
Segundo o ecotoxicólogo
Enrico Mendes Saggioro, do Instituto Oswaldo Cruz, sugeriu que estes animais
podem estar entre as espécies com mais chances de absorver a droga, em casos
diretamente da água, dos peixes que comem ou de pacotes de droga.
A população que consome este
tipo de tubarão brasileiro tende a ser composta por jovens e adultos. Eles
medem cerca de 52 centímetros de comprimento e pesam menos que um litro de
leite.
Pesquisa
Para análise no resultado
final, a equipe comprou 13 tubarões de pequenas embarcações de pesca que focam
nesta e em outras espécies. Então, foram realizados testes nos tecidos dos
músculos e dos fígados usando uma técnica chamada cromatografia com
espectrometria de massa.
As amostras tiveram resultados
positivos para contaminação, com algumas concentrações 100 vezes maiores do que
já foi reportado sobre outras espécies aquáticas.
As fêmeas analisadas estavam
grávidas, mas ainda não se sabe qual efeito a exposição à cocaína pode ter nos
fetos.
O estudo também não revelou o
efeito da cocaína no comportamento dos tubarões.
Como esses peixes fazem parte
da alimentação popular no Brasil, eles podem causar sérios riscos à saúde, caso
estejam contaminados.
Camarões
Uma pesquisa recente feita
pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), revelou um alarmante para o
litoral paulista: entre 80% e 90% do camarão-sete-barbas pescado na região do
litoral de São Paulo está contaminado por microplásticos.
O estudo foi feito com apoio
da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), e está focado
em avaliar os impactos ecológicos e os possíveis riscos à saúde humana.
Fonte: Diário do Nordeste

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