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| Foto: Reprodução |
A Domingos Olímpio recebe,
neste domingo (2), a segunda noite do desfile de Maracatus, tradição
cultural que marca o Carnaval de Fortaleza. Em meio aos cortejos que homenageiam
os reis africanos, o amor pela tradição se espalha entre os
integrantes dos diversos grupos e o público que acompanha a festa na
avenida.
É assim que a faxineira
aposentada Francisca Rodrigues Pereira, de 72 anos, encara a maratona de
cortejos durante os dias de Carnaval. “No dia do desfile eu só tomo coisa
leve”, resume a baiana do ‘Nação Baobab’ sobre a preparação.
Pesado mesmo só o traje
típico, explica Francisca, que participa do Maracatu com um figurino de
mais de 30kg. Ela é categórica ao ser questionada se é difícil carregar tantos
quilos, além do próprio peso: “Mais ou menos, mas dá para levar.”
Para Francisca, o importante
mesmo é sentir a energia de um público que aprecia a tradição e, junto com ela,
se emociona na avenida. “Eu adoro”, enfatiza a baiana, que começou sua
trajetória nos cortejos a partir de uma tia que desfilou no ‘Reis de Paus’ –
considerado o Maracatu mais antigo em atividade ininterrupta do Ceará – até
morrer aos 90 anos.
MARACATUS DE FORTALEZA
Além do Nação Baobab, a
segunda noite do Maracatu na Domingos Olímpio conta com os desfiles do ‘Rei de
Paus’, ‘Az de Ouro’, ‘Vozes da África’, ‘Nação Fortaleza’, ‘Nação Palmares’ e
‘Leão de Ouro’.
No sábado (1º), outros sete
grupos ficaram responsáveis por realizar os primeiros cortejos. Foram eles:
‘Corte Imperial’, ‘Nação Axé de Oxossi’, ‘Rei Zumbi’, ‘Obalomí’, ‘Solar
Maracatu’, ‘Nação Pici’ e ‘Nação Iracema’.

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