O Plano representa um compromisso do Governo Federal em fortalecer e consolidar as ações implementadas para enfrentar a desigualdade histórica e estrutural - Foto: Getty Images
O Governo Federal
instituiu nesta terça-feira, 8 de abril, a Portaria Conjunta que institui o
Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral entre Mulheres e Homens e seu
Comitê Gestor até 2027. Oficializada no Diário Oficial da União (DOU), a iniciativa reúne onze
ministérios com ações que buscam reduzir disparidades salariais e de condições
de trabalho entre os gêneros, além de ampliar a permanência e a ascensão de
mulheres a cargos de direção e chefia.
Anunciado em setembro de 2024, o Plano Nacional de
Igualdade Salarial e Laboral entre Mulheres e Homens representa um compromisso
do Governo Federal em fortalecer e consolidar as ações implementadas de forma
transversal para enfrentar a desigualdade histórica e estrutural. De acordo com
o 3º Relatório de Transparência Salarial e Critérios
Remuneratórios divulgado nesta segunda-feira, 7 de abril, as mulheres
ganham 20,9% a menos que os homens nos 53.014 estabelecimentos com 100 ou mais
empregados.
EIXOS E DIRETRIZES — O
Plano estabelece um conjunto de diretrizes, eixos, metas e ações coordenadas
que devem nortear a atuação do Governo Federal e da sociedade. De acordo com a
portaria, ele observará as convenções e os compromissos que promovam a
igualdade entre mulheres e homens firmados pelo Brasil no âmbito internacional.
As ações se inserem no
intuito para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 5) das
Nações Unidas, que tem como meta alcançar a equidade de gênero e empoderar
todas as mulheres e meninas.
ESTRUTURA — O
Plano está estruturado em três grandes eixos: ampliação do acesso das mulheres
ao mundo do trabalho: ações de enfrentamento às barreiras que impedem as
mulheres de acessar o mundo do trabalho em plena igualdade; permanência das
mulheres em atividades laborais: ações para reduzir obstáculos; e valorização e
ascensão profissional das mulheres: com ações que estimulem e criem
oportunidades.
São diretrizes do Plano:
- a igualdade de
remuneração de mulheres e homens por trabalho de igual valor;
- a igualdade de oportunidades no mundo do trabalho para mulheres e homens;
- o trabalho decente, com a promoção do emprego produtivo e de qualidade, a
ampliação da proteção social e o fortalecimento do diálogo social;
- a eliminação de todas as formas de discriminação, violência e assédio no
trabalho;
- a responsabilidade compartilhada entre mulheres e homens pelo cuidado de
crianças, idosos, pessoas com deficiência e outras pessoas - que demandem
cuidado; e
- a transversalidade étnico-racial no trabalho.
COMITÊ GESTOR — Para
garantir o acompanhamento e a execução do Plano, também foi instituído um
Comitê Gestor Interministerial, coordenado pelo Ministério das Mulheres, e
representantes de outros cinco ministérios: do Trabalho e Emprego; Igualdade
Racial, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Direitos Humanos e da
Cidadania; e Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
O Comitê será responsável
por avaliar ações do Plano, sugerir outras medidas necessárias e apresentar um
relatório anual sobre a implementação das ações do Plano. Os integrantes do
comitê, que exercerão prestação de serviço público relevante não remunerado, se
reunirão duas vezes ao ano ou mediante convocação. A Secretaria Nacional de
Autonomia Econômica do Ministério das Mulheres atuará como Secretaria-Executiva
do Comitê.
O Comitê Gestor
Interministerial também poderá convidar especialistas e representantes de
outros órgãos e entidades, públicos ou privados, para participar de suas
reuniões.
MINISTÉRIOS — A
portaria entre em vigor na data de publicação e foi assinada pelos titulares
das Mulheres; do Trabalho e Emprego; Minas e Energia; Igualdade Racial;
Educação; Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; Desenvolvimento,
Indústria, Comércio e Serviços; Ciência Tecnologia e Inovação; Desenvolvimento
Agrário e Agricultura Familiar; Direitos Humanos e da Cidadania;
Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da
República
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