— Foto: AdobeStock
Estudo pioneiro mostra que
identificar a alteração genética antes de a doença aparecer pode mudar
radicalmente o que médico e paciente fazem a seguir.
Imagine descobrir, depois de
um diagnóstico de câncer, que a doença não surgiu apenas por acaso —e que seus
filhos, irmãos e pais podem carregar a mesma predisposição no DNA, sem saber.
Foi exatamente isso que aconteceu com parte dos pacientes acompanhados pelo
maior estudo genômico do câncer já realizado no Brasil.
O trabalho, publicado no
periódico científico The Lancet Regional Health – Americas, sequenciou o genoma
completo de 275 pacientes com câncer de mama, próstata ou intestino em
hospitais públicos das cinco regiões do país.
O resultado mais impactante: 1
em cada 10 carregava uma mutação hereditária —uma falha no DNA que aumenta
drasticamente o risco de câncer e pode ser passada de geração em geração.
O estudo faz parte do Mapa
Genoma Brasil, iniciativa do Ministério da Saúde financiada pelo Programa de
Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS),
coordenada pelo Hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.
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