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| Foto: Reprodução |
Balanço
divulgado pelos municípios Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha (Crajubar), no
Cariri, mostra que eles totalizam mais de R$ 170 milhões em dívidas
tributárias.
A
consequência é que as três cidades deram início aos programas de recuperação
fiscal (Refis) para os contribuintes poderem quitar ou parcelar esses débitos.
A
informação foi divulgada nesta terça-feira, 27 de maio, pela rádio O Povo CBN
Cariri. No Crato, o passivo tributário ultrapassa R$ 86 milhões, o maior entre
os três entes.
Para
reduzir esse montante, a administração municipal implementou o programa
Contribuinte Legal 2025, com vigência até 31 de maio.
A
iniciativa prevê a concessão de descontos escalonados sobre juros e multas, a
depender da modalidade de pagamento.
Em
Barbalha, o Refis 2025 foi regulamentado por meio de lei sancionada no início
de maio.
O
programa abrange dívidas vencidas até o fim de 2024, sejam elas tributárias ou
não tributárias e estará vigente até o dia 2 de agosto.
Em
entrevista à rádio, o diretor de tributos do município, Marlon Costa, afirmou
que a dívida ativa local ultrapassa R$ 30 milhões.
Segundo
ele, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) representa o maior volume de
inadimplência, que está concentrado, sobretudo, entre os contribuintes com
maior capacidade econômica.
“O
IPTU realmente, de fato, é o carro-chefe. Muita gente, infelizmente, na
realidade de Crato, Juazeiro, Barbalha, Missão Velha, dos municípios cearenses
e brasileiros, essa questão do IPTU é muito complicada.
O fato
é que a pessoa mais humilde, de zonas periféricas do município, são as melhores
pagadoras, são as mais conscientes. E, de fato, empresas grandes, que têm áreas
enormes de IPTU, que ali gera IPTU, como também contribuintes que têm sua
capacidade contributiva bem maior do que a maioria das pessoas, esses são
realmente os mais inadimplentes.”
Já
Juazeiro do Norte contabiliza aproximadamente R$ 53 milhões em créditos
tributários em aberto. O município já iniciou a vigência de seu programa de
refinanciamento e intensifica as ações de fiscalização fiscal com foco na
identificação de inconsistências em declarações de empresas.
Uma
das medidas de modernização em andamento é a implantação do domicílio
tributário eletrônico aprovado pela Câmara Municipal, que aguarda sanção do
executivo.
A
expectativa das administrações locais é que os programas de regularização
tributária contribuam para reduzir o passivo acumulado e ampliem a capacidade
de investimento público a partir da recuperação desses créditos.
Caso
as dívidas não sejam pagas, os contribuintes, sejam pessoas físicas ou
jurídicas, estão sujeitos a sanções como penhoramento de bens, imóveis,
veículos, contas bancárias e até mesmo responsabilidade penal em algumas
situações.
Fonte:
O Povo

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