Militar atuou na Secretaria de
Segurança Pública de Caucaia, e se encontra em Israel.
Por determinação do ministro
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Antônio Aginaldo de
Oliveira, marido da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que se encontra presa na
Itália, teve as contas bloqueadas. Segundo a defesa do militar, ele está
“indignado” com a decisão.
Ex-secretário de Segurança
Pública de Caucaia, município da Região Metropolitana de Fortaleza, e
ex-comandante da Força Nacional no governo Bolsonaro, Aginaldo percebeu que não
tinha mais acesso ao salário de policial militar ao chegar em Israel. Ele se afastou
do cargo no Ceará e foi exonerado em julho.
"Aginaldo está em Israel
e sem previsão de voltar ao Brasil. Ele está meio assustado. Recebeu com muita
indignação [a decisão de Alexandre de Moraes de congelar as contas]. A
aposentadoria dele foi bloqueada em 100%", disse Fábio Pagnozzi, advogado
do casal, ao jornal Folha de São Paulo.
Antes disso, o militar estava
com a esposa em Roma, na Itália. Zambelli foi localizada no fim do mês passado
em um apartamento nos arredores da capital italiana. Ela era considerada
foragida da justiça após fugir do Brasil em razão da condenação de 10 anos e 8
meses de prisão por invadir o sistema eletrônico do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ).
O advogado do casal acusa o
STF de 'tática medieval'. "Mas o mais bizarro é a decisão do Moraes
dizendo que ele poderia, no futuro, ajudar uma fugitiva. Bloqueia 100% e ele
come o quê? Morre de fome? O que eles fazem é enforcar parentes e amigos próximos
para que essas pessoas não aguentem. É uma tática medieval", afirmou. O
STF não comenta o caso, pois o processo corre em sigilo.
Carla Zambelli segue presa
Foragida há quase dois meses
da Justiça brasileira, Zambelli foi enviada para o presídio feminino de
Rebibbia, onde estão 369 mulheres, prisão com quase cem presas a mais do que a
capacidade total.
A Corte de Apelação de Roma
determinou, em 1º de agosto, que a deputada federal continue presa em regime
fechado durante o processo de extradição da Itália para o Brasil. A defesa de
Zambelli sustenta o pedido de prisão domiciliar, por não apresentar “nenhum
perigo de fuga".
Fonte; Lucas Monteiro DN
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